quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
´'Eu escrevi sobre algumas agências...'
27 de Dezembro de 2008 19:30
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Mais vale falar do que se sabe...
A ideia de que as pressões sobre jornalistas, ou meras sugestões, partem apenas da central de propaganda do Governo é incorrecta. Uma boa parte desse trabalho é entregue a “agências de comunicação”.
Essas “agências” são empresas que vendem um produto: propaganda dos seus clientes. Mas algumas não se limitam a encher os computadores dos jornalistas com informações já em forma de “notícias”, explicando o unicamente suposto lado bom da acção dos seus clientes. Fazem mais que isso. Organizam festas, inaugurações e lançamentos de Magalhães com o dinheiro dos clientes – ou dos contribuintes, caso o cliente seja o Estado. Telefonam a sugerir aos jornalistas que façam perguntas incómodas em directo a políticos que considerem adversários dos seus clientes. E fornecem às redacções e aos blogues “amigos” material e background favorável aos seus clientes e desfavorável aos outros.
Inundados de informações e, se necessário, de rumores e insinuações, os jornalistas ficam apenas com um lado da questão. A enxurrada “informativa” facilmente inquina a sua possibilidade de averiguar mais completamente as questões, que entram na agenda mediática deformadas, e deformadas prosseguem até à sua substituição por outras.
Para o poder político, as “agência de comunicação” têm a vantagem de diluir o destino do dinheiro destinado à sua propaganda. Como um governo não pode “comprar” jornalistas, arranjou-se o processo de pagar a “agências”, sendo estas que usam o nosso dinheiro de formas que dificilmente viremos a conhecer.
Tudo isto é fado, tudo isto é lobbying, claro, um nome lindo para uma actividade que tantas vezes pode ser suja. Sendo as “agências de comunicação” empresas que recebem dinheiro para inclinar a informação jornalística para o lado dos seus clientes, o jornalismo nunca deveria esquecer, ao receber-se um email, um comunicado ou um telefonema de uma agência de comunicação, que tudo isso foi pago pelo cliente que quer “boa imprensa” para si e amiúde “má imprensa” para os adversários. As “agências” recebem do seu cliente quaisquer que sejam os métodos que usem (e que podem ser vedados legalmente a governantes e políticos). Não são perseguidas judicialmente nem de qualquer outra forma. Ficam sempre a ganhar, e bem. Já o jornalismo é abusado e fica sempre a perder.
Ao seguir indicações das “agências de comunicação”, um jornalista pode facilmente fazer uma informação que é mais pobre ou mesmo enviesada. E é ele quem dá a cara. Quem passa por fazer fretes. Se houver problemas, é ele que os enfrenta. Entretanto, nas agências de propaganda, arrecadam-se lucros por vezes fabulosos e teoriza-se sobre a sua “científica” actividade das “relações públicas”.
Este quadro é particularmente gravoso na actualidade, porque o Governo parece estar empenhado na acção de comunicação comprada no mercado das “agências”. Estas chegam a substituir as funções dos assessores de imprensa dos ministérios e agem em conjunto com a central de propaganda.
Não tendo a oposição ou outras partes envolvidas nas notícias acesso aos mesmos orçamentos de propaganda para pagar a “agências de comunicação” concorrentes, o fluxo de eventos, powerpoints e de teleponto, de emails, comunicados e chamadas de telefones das agências para os jornalistas cria um grande desequilíbrio. Isso depois nota-se, e muito, quando se lê os jornais, se ouve a rádio e se vê televisão – e até quando se lê blogues claramente ligados à central de propaganda. Parece que estamos na Rússia: a “informação” vem quase toda do mesmo lado. Criam-se “ondas” de opinião publicada que leva a maioria dos comentadores a criticar muitíssimo mais a oposição do que o poder executivo, o que é um padrão altamente atípico nos regimes democráticos.
À parte alguns aspectos da política da Educação, a governação pouco é criticada, quanto mais escrutinada. Não há crise nem recessão. Aliás, a crise é “favorável” ao Governo, o que, seguindo alguns comentadores, parece tornar a crise excelente para todos. A política financeira está correcta, o Financial Times é que está enviesado. É excelente que o Orçamento seja optimista em vez de realista. Na Saúde agora está tudo ok: a ministra “explica tudo muito bem”, mesmo que tenha ocultado o défice ao Parlamento. No Ambiente corre tudo bem. Na Economia também. Nos Negócios Estrangeiros também. Na Defesa também. Na Cultura também. No Trabalho também. Na Administração Interna está tudo bem outra vez. O desemprego aumenta pouco e, vistas as coisas por outro prisma, até desce. O desemprego entre os milhões que andam a recibos verdes não existe. A emigração causada pela política económica é uma invenção. A fuga do investimento estrangeiro não é importante. O Governo faz os possíveis. A oposição é toda desastrosa: a sociedade civil, os sindicatos, o PSD, o PCP, o CDS, excepto o BE, enquanto houver esperança de aliança com o PS. Como queria Salazar, tenta-se “levar os portugueses a viver habitualmente” com este sufoco informativo.'
A optimista
Sendo esta uma crise que assenta em grande parte na confiança (ou falta dela) eram bom que os players económicos e os Meios de Comunicação Social largassem o discurso e a postura derrotista e olhassem o futuro com algum optimismo.
O Briefing está a preparar um trabalho sobre o mercado da comunicação. Estou com alguma curiosidade em ler as posições dos meus colegas e concorrentes sobre as consequências da malfadada crise no nosso negócio. É que espero, sinceramente, não ser a única a olhar para o futuro de uma forma positiva.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
'É tudo uma questão de confiança, estúpido'

Robert J. Samuelson, Newsweek, 20 Setembro 2008
Não foram apenas a inabilidade e falta de transparência dos gestores financeiros ou a incompetência das entidades responsáveis pela regulação dos mercados que lançaram o mundo numa das maiores crises económicas das últimas décadas. O falhanço das políticas de comunicação foi essencial para a grande quebra da confiança.
Se tivesse havido preocupação em comunicar, com seriedade, a verdadeira ‘performance’ das instituições, não teria havido lugar para pânicos.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
A Crise e a Prevenção

E posso garantir que as crises que surgem em empresas ou entidades que desenvolvem proactivamente uma estratégia de comunicação séria e eficaz conseguem resolver, com melhores resultados e em menos tempo, as suas crises.
Também é natural, as empresas cujas filosofias, missão objectivos e actividade são conhecidas dos jornalistas e em tempo de crise, não têm que convencer. Apenas informar.
Com as empresas (e gestores) que consideram a comunicação uma ferramenta mais ou menos dispensável, a história é outra.
A desconfiança entre as partes (empresa ou entidade em crise e os órgãos de comunicação social) é uma realidade capaz de criar uma crise na própria crise. O que invariavelmente acontece:
- A empresa considera que os jornalistas exageram a situação e raramente relatam exactamente o sucedido. O jornalista considera que a empresa limita os acessos á informação, aos locais e ás fontes de informação;
- As empresas acreditam que os jornalistas efectuam juízos de valor ou acusações que levam os leitores a retirar conclusões precipitadas e que são uma fonte de pressão e de injustiça. O jornalista acredita que a empresa não partilha com ele todos os factos. Que esconde a verdade ou parte dela;
- As empresas consideram que o jornalista procura notícias sensacionalistas, escreve o que bem lhe apetece e é incontrolável. O jornalista considera que a empresa procura minorar os impactos negativos desresponsabilizando-se.
A prevenção é mesmo a melhor resposta para a gestão de crise!
Pedimos desculpa por esta interrupção...
Isto de ser mãe, mulher, empresária, empregadora, consultora de comunicação, membro da direcção de uma IPSS e ainda blogger (por gosto) não é fácil.
Já faz um tempo que esta amadora não coloca nenhum post nesta Primeira Página.
Mas é assim. Vem aí o Natal, a família está agitada, a mulher está à beira de um ataque de nervos, a empresária está em balanço, o BIPP a angariar fundos, os clientes antigos a preparar o próximo ano e os potenciais a querer arrumar a casa…
Pedimos desculpa por esta interrupção… a posta segue dentro de momentos!
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
A Não Perder!


terça-feira, 18 de novembro de 2008
Tive oportunidade de o conhecer,há dois anos, em Lisboa, quando visitou a exposição comemorativa do 50º Aniversário da pequena heroína que organizámos para um cliente.
Durante uns dias estive imersa em informação sobre Anita e o seu criador. Confesso que fiquei quase ‘diplomada’ no tema.
Deixo-vos extractos (do original, em francês) de uma entrevista que efectuei a Marcel Marlier. Muito engraçada.
Que représente Martine pour vous ?
Le premier texte qui me fut remis n’était pour moi qu’une histoire parmi d’autres, un simple livre à illustrer et je ne me doutais pas alors des nombreux épisodes qui allaient suivre.
Un demi siècle plus tard me voilà toujours avec le même personnage, je suis invité au Canada, en Turquie ou, aujourd’hui, au Portugal parce que je suis : « Le papa de Martine. »
C’est étrange. Je lui ai donné ses yeux, ses gestes et ses sourires, j’ai échangé ma vie contre l’existence d’une petite fille de papier.
Dans les lettres, les témoignages ou sur le site Internet, les enfants ou les anciens enfants devenus parents sont des milliers à dire leur amour. Martine est une amie, on lui confie des secrets, on partage avec elle des joies ou des épreuves. Elle est là dans les moments de grande solitude, puis aussi très souvent au coucher, dans le partage de tendresse avec un papa ou une maman, elle fait partie de la famille, de tant de famille et depuis si longtemps.
Ce que représente Martine pour moi ? Elle est porteuse de tous ces rêves, ces sourires et ces témoignages qui me font énormément de bien.
Si j’ai échangé ma vie contre mon travail : visiblement ce n’était pas pour rien.
Est-ce que Martine représente une petite fille en particulier ou présente t-elle les caractéristiques de plusieurs petites filles ?
Martine a souvent changé de coiffure et même de visage, pourtant les enfants n’en sont pas perturbés ; même très différente d’une histoire à l’autre, elle reste toujours identifiable. Comment est-ce possible ? En réalité sa tête importe peu, l’important c’est la relation de complicité qui peut s’installer entre le jeune lecteur et elle. Cette fille là, les enfants ressentent qu’il serait agréable de l’avoir comme grande sœur ou comme confidente. On aimerait entrer dans son monde et puis parfois on aimerait qu’elle quitte le livre pour entrer dans notre quotidien. Des enfants handicapés l’on prise pour amie car ils ont le sentiment qu’elle peut tout comprendre sans se moquer comme le font d’autres enfants.
Avez-vous pensé à faire grandir Martine ? Et pourquoi ?
D’un album à l’autre, Martine peut prendre ou perdre un an ou deux. Pour être baby-sitter, faire du ski ou de la voile, elle doit être plus mâture et elle vieillit donc un peu ; pour un autre livre elle retourne à l’école des petits et personne ne trouve cela étrange. Tout dépend du sujet à traiter mais, deux ans de plus ou deux ans de moins, elle restera éternellement dans la tranche d’âge de ses jeunes amies à qui maman raconte les histoires ou qui apprennent à lire.
D’où tirez-vous votre inspiration d’illustrateur ?
Dans mes premiers livres vous pouvez retrouver l’univers de mon enfance ; mon grand père, les fermes de ma région, les chevaux aux labours. J’y ai mis les villages aux maisons basses et aux toits de tuiles rouges puis aussi les paysages devant lesquels j’aimais installer mon chevalet. Tout cela a changé au fil des ans et Martine s’est adaptée.
Les vêtements de la petite fille correspondent toujours aux vêtements portés par les enfants d’ici, l’année de la création du livre. Jupe extra courte ou jeans, la collection est une petite histoire du costume pendant un demi siècle. Il n’est pas rare que des adultes viennent me voir en disant : j’avais exactement la même robe que « Martine petite maman » ou « Martine à la ferme ». C’est tout pareil pour les objets, une lessiveuse, un grille pain ou une voiture.
Pour ce qui est du développement d’une histoire demandant un travail de documentation, je me rends sur place pour m’imprégner du sujet. Que ce soit la voile, la montgolfière ou la danse, j’aime suivre des stages pour observer adultes et enfants au cœur même de l’activité. En connaître plus sur le sujet, de l’intérieur, me donne des indications à propos des points importants à aborder dans l’album. Il y a là une certaine responsabilité car, ensuite, des professionnels de la discipline porteront sans doute un jugement sur mon travail, est-ce une approche bien comprise et bien documentée ? Pour « Martine petit rat de l’opéra » j’ai par exemple suivi un stage avec Madame Dolorès Laga, danseuse étoile des ballets Béjart. Dans ce cas ci il y avait aussi la difficulté de retranscrire sans erreur des termes de métier très précis. Il semble que j’ai été bon élève car, par la suite, l’album fut utilisé comme livre didactique par plusieurs école de danse. Ceci dit... ne me demandez pas d’exécuter moi-même un grand écart ou une glissade en saut de chat !
Pour les autres histoires, tout ce qui m’entoure peut un jour devenir décor ou sujet d’un album. J’admire ici ce mouvement de bras, là ce ciel aux lignes surprenantes, ce groupe d’arbres qui pourrait se trouver en une peinture de Watteau ; observer ce qui m’entoure pour y déceler une vibration ou une émotion, c’est la base de mon artisanat. Disant cela je me vois obligé d’ajouter une chose importante, un dessin n’est pas la juxtaposition de ces éléments divers aussi beaux soient-ils, non, ce serait trop facile. Le dessin est avant tout histoire de composition et d’équilibre. L’observation n’est pas la capture photographique d’objets à juxtaposer mais une formation permanente de l’esprit qui permettra, le moment venu, de retranscrire une émotion.
Quelle est l’album de Martine que vous préférez ?
Il n’y en a pas un en particulier. J’aime « Martine au parc » pour certaines ambiances, j’aime « Martine fait du théâtre », j’aime aussi « Martine aux pays des contes » qui m’a permis d’aller plus loin dans le rêve.
Il n’y a pas que la série Martine car j’ai également une tendresse particulière pour certains livres parlant d’animaux, pour aussi le livre : La belle et la bête.
Avez-vous comme projet pour Martine une histoire comique ?
Je pense que, par exemple « Martine baby-sitter » était une histoire drôle. Toutes les bêtises des jumeaux permettaient un livre plus léger. Il est bien difficile de faire plus car le format de la série, 18 pages avec très peu de texte, est peu propice aux développements.
La bande dessinée plus que le livre d’illustration permet ce genre de choses. Avec le découpage en petites cases et 50 pages à votre disposition, il est plus facile de s’exprimer et cela donne plus de latitude pour l’humour ou même pour les sujets plus graves que l’on m’a parfois demandé de traiter. Ce sera peut-être pour dans une autre vie.
Selon vous, quel est le secret du succès de Martine après tant d’année ? Quelles valeurs souhaitez-vous que les enfants et les éducateurs retiennent en lisant les aventures de Martine ?
Le succès toujours présent vient sans doute du fait que l’univers créé autour de cette petite fille garde un parfum de famille, d’amour et de tendresse, les trois bases de l’existence humaine. Martine c’est la chaleur de l’amie intime, la chaleur de maman quand elle vous serre dans ses bras. Elle est aussi pour les adultes le souvenir d’une époque passée, elle est l’enfance de centaines de milliers de lecteurs.
En illustrant Martine telle qu’elle est, je n’ai jamais réfléchit à tout cela, j’ai simplement mis sur papier ce que j’avais en moi. Il se fait, qu’au final, cela donne une image rassurante. Je revendique cette image car elle correspond à ma nature.
Je suis favorable aux livres expliquant aux enfants les difficultés de ce monde ; oui aux livres parlant du divorce et du chômage, oui à tout cela. Il faut cela et il faut aussi des albums tels que Martine. Le monde est dur et cruel, mais il est aussi tendresse et amour, il est découverte et émerveillement. Ces valeurs là, il est important de les donner à l’enfant comme base car, il est aussi important pour lui de posséder ce chaud que de posséder un cœur qui bat.
J’aime aussi que ce petit personnage soit porteur de trois qualités pour moi essentielles, je la veux brave, généreuse et respectueuse des autres.
Martine est à la foi le refuge et le camp de base pour aller plus loin et plus haut, elle représente les grand bras de papa où l’enfant aime à se blottir, elle est aussi ces même bras qui poussent aux audaces.
Une lectrice disait : Je ne voulais pas apprendre à nager car j’avais trop peur... mais Martine a pu le faire... alors je me suis lancée moi aussi.
Une autre lectrice a écrit : Je n’ai pas eu une enfance heureuse, loin de là, mais je me suis toujours battue pour qu’un jour, mes propres enfants aient, comme Martine, de l’amour et un jardin avec des fleurs.
É de facto um homem notável e muito simpático!
A Crise como oportunidade de crescimento

Nesse artigo, que tive oportunidade de partilhar neste blogue, referia que muito provavelmente o mercado iria crescer e que parte desse crescimento poderia ter origem nos constrangimentos económicos que obrigariam os gestores a distribuir os montantes dos seus orçamentos por disciplinas que lhes oferecessem uma relação custo-benefício superior ao da publicidade.
Parece que a minha percepção não andava longe da verdade. Ontem o M&P anunciava os resultados de um estudo efectuado da britânica Shape of Future junto de 1492 empresas. Referem as conclusões que o sector das relações públicas poderá vir a beneficiar com a recessão económica. O documento avança que cerca de metade dos inquiridos está a prever investir mais na área de consultoria em comunicação no próximo ano e que, simultaneamente, 36,4% das empresas manifestaram a intenção de aumentar o orçamento para o seu plano de marketing para o próximo ano, sendo as áreas de relações públicas e digital as mais beneficiadas.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Conversa do dia...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
O BPN e o anjo da guarda
A decisão da nacionalização relâmpago do BPN, decidido (ou operacionalizado) num Conselho de Ministros extraordinário, realizado no passado Domingo, demonstra, mais uma vez, que vivemos na era da politica do imediatismo. E pior, na época em que são tomadas medidas importantes e sensíveis, a um Domingo (criando assim a percepção de gravidade e urgência), para sanar erros do passado.
Faz sentido que a questão das irregularidades e dos negócios escuros do BPN fossem tema para o comum dos mortais e que as entidades reguladoras competentes não tivessem conhecimento? E mais, que não actuassem? Faz sentido que, já em 2001, a Deloitte tenha mostrado reservas às contas que auditou e nada tenha sido feito? Faz sentido que tenha sido o Banco Central de Cabo Verde a informar o Banco de Portugal, em Março deste ano, das irregularidades existentes no BPN? Não. Nada disto faz qualquer sentido.
O Estado sabia, já há muito, o que se passava no BPN. Se não soubesse o seu nível de incompetência seria gritante. Porque deixou então a situação estender-se no tempo? Porque politicamente, até à data, ainda não tinha surgido o momento certo. Porque actuou agora? Porque a crise financeira mundial pareceria, um óptimo fundamento para a desgraça do BPN.
A crise financeira internacional não foi a causa directa da situação do BPN. Apenas a agravou.
Consequências desta história mal contada: A aprovação de um Decreto lei que permitirá ao Governo, no futuro, nacionalizar empresas sem a aprovação dos deputados; 4.400 funcionários com o futuro incerto (até novas ordens ou novos donos); A criação da percepção do orgulho de termos um Governo paternalista que não ‘nos deixa cair’; Novos encaixes financeiros para o Estado com a provável reprivatização do BPN.
O que não vale uma história bem contada...
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque
Agradeço o simpático post do João Duarte, no seu 'Fundo da Comunicação' mas gostava de deixar claro que em negócios não há simpatias (trabalho é trabalho, conhaque é conhaque).
O texto que escrevi sobre o tema Lift/Imago não é mais do que a constatação de uma realidade. O mercado perdeu uma oportunidade de concentração mas não perdeu, de facto, duas agências de referência.
O nosso mercado precisa, cada vez mais, de boas consultoras. Precisa de alinhar por cima e não por baixo.
Aliás, parece-me inequívoca a constatação de que o crescimento do mercado português de consultoria de comunicação tem estado alavancado a um grupo muito restrito de consultoras. E que é graças a essas consultoras que continua a crescer (mesmo em contra ciclo).
Perguntam-me agora, mas o que são, para si, boas consultoras de comunicação? São as que apresentam uma resposta profissional e eficaz às necessidades de comunicação dos clientes, são as que se preocupam em possuir os melhores recursos humanos, são as que pensam antes de agir, são as que desenvolvem os procedimentos adequados e são as que se fazem pagar de uma forma justa e sem complexos pelo seu trabalho.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Concorrência... para que te quero
Toda esta prosa surge a propósito das notícias veiculadas, hoje, na imprensa, sobre a suspensão da fusão de duas das melhores consultoras nacionais: a Lift e a Imago.
O mercado português não vai ganhar uma mega consultora nacional mas também não vai perder duas excelentes consultoras de comunicação.
Nem tudo são más notícias!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Onde pára o sentido de Estado?
Será que nos requisitos exigidos a quem prossegue uma ‘carreira’ politica já não consta o sentido de Estado?
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Pobreza...por cá
‘Só nos primeiros seis meses deste ano recorreram aos seus serviços de apoio social um total de 4.695 pessoas, o equivalente a 64% do valor total de pessoas que recorreram à AMI durante os doze meses de 2007. ‘in Expresso on line
Facto: Um milhão e oitocentos mil portugueses vivem abaixo do limiar de pobreza.
Conceito: Se nos regermos por uma definição económica simplista, limiar de pobreza é o nível de rendimento abaixo do qual uma família é incapaz de satisfazer as necessidades mínimas dos elementos que a integram.
Conclusão: Um milhão e oitocentos mil portugueses (sobre)vivem com um rendimento que não lhes permite garantir a satisfação das suas necessidades mínimas.
Infomação que poderia muito bem ser ilustrada por uma reportagem que foi para o ar, ontem, no Jornal da Noite, na SIC. Uma contribuinte, que trabalha como assessora de administração de uma empresa, o seu marido e os seus sete filhos tiveram, este ano, de deixar o seu apartamento de 200 m2 e mudar-se para outro com 90m2. Para o jantar, naquela noite, tinham uma pequena quantidade (algo como 200gr) de carne que, depois de muito bem desfiada, daria uma óptima arrozada. Era só acrescentar ervilhas ou milho… Esta não é mais que a triste imagem da situação económica de milhões de portugueses!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
A ilegitimidade dos telefonemas

Ainda ontem, José Manuel Fernandes, director do jornal Público afirmava á saída da audição na Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), no âmbito das acusações de Cintra Torres de que a RTP cedeu a pressões governamentais na cobertura de incêndios que ‘uma das questões que a ERC deve verificar é se as instruções genéricas dadas por organismos públicos, e, portanto, tutelados pelo Governo, face ao acesso dos jornalistas à informação sobre incêndios foram além do razoável’ e ainda que ‘essas indicações acabaram por constituir limitações à liberdade de imprensa impostas pelo Governo’.
Não me vou pronunciar sobre factos pois não os conheço. Mas quer-me parecer que, em qualquer país civilizado, num qualquer caso de catástrofe natural (e em Portugal os incêndios são mesmo uma catástrofe) as autoridades têm não só o direito, como a obrigação de definir a estratégia de segurança que melhor assegure a integridade física da população (incluindo a dos jornalistas).
De qualquer maneira a questão que aqui se levanta é esta: Será que um telefonema de uma empresa ou de um organismo público para um jornalista cria, só por si, uma forma de pressão? Não é através desses mesmos telefonemas, embora em sentido inverso, que os jornalistas encontram as suas ‘histórias’?
Estes casos fazem-me lembrar as acusações que muitas vezes os Media lançam a figuras públicas (como Lady Diana Spencer). Utilizam-nos quando precisam e depois já não querem nada connosco.
Sim. A imprensa tem o direito de informar livremente. Mas também tem a obrigação de ouvir as suas fontes habituais e de respeitar o contraditório. E mal estaria a democracia portuguesa se um director, um editor ou um jornalista de um Órgão de Comunicação Social tivesse que modificar a sua politica editorial e os conteúdos por receber telefonemas das suas fontes.
Há muitos anos que converso diariamente com jornalistas e garanto que nunca tinha sentido este ‘complexo’.
Como já referi uma vez num artigo de opinião que escrevi no jornal Oje, os jornalistas não são testemunhas presenciais da maioria dos factos que descrevem. Recorrem a pessoas, instituições e organismos das mais variadas índoles para que lhes seja facultada informação sobre determinado acontecimento. Recorrem às chamadas ‘fontes de informação’. É, portanto natural existirem conversas entre jornalistas e fontes. E se é natural os jornalistas falarem para as fontes porque é que é assim tão estranho as fontes telefonarem para os jornalistas?
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
A pobreza é a nossa vergonha

quinta-feira, 9 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
A crise chegou ao mercado das RP's?
Apesar da crise económica que a Europa atravessa actualmente, o sector das relações públicas, em Portugal, continua a apresentar taxas de crescimento muito interessantes, quando comparadas com as apresentadas pela maioria dos outros sectores de actividade.
Podemos considerar 2007 como mais um ano de franco crescimento para as principais agências portuguesas, cujos resultados aumentaram, em média, cerca de 20%. E este crescimento não se revela só em quantidade como também em qualidade, designadamente na exigência de maior profissionalismo às agências.
Este facto vem confirmar a importância cada vez maior que os gestores nacionais dão às Relações Públicas enquanto ferramenta do marketing. Começa a ser generalizado o entendimento de que o crescimento económico das empresas será sempre beneficiado se acompanhado por uma imagem de credibilidade e prestígio junto dos seus públicos-alvo e que os problemas de imagem poderão encontrar nas relações públicas o agente chave da mudança. Esta realidade, que não era entendida há uns anos atrás pelos responsáveis das empresas encontra-se, nos nossos dias, em profunda mudança.
A consequência é a maioria das grandes instituições públicas e privadas portuguesas bem como a quase totalidade das multinacionais presentes no país, já não abdicarem do aconselhamento estratégico das consultoras de Relações Públicas. E esta realidade estende-se agora, também, a um número significativo de pequenas e médias empresas nacionais, que constituem a maioria do tecido empresarial português.
Além do maior reconhecimento da própria actividade ao nível da imagem e da reputação, é provável ainda que o crescimento tenha ainda origem nos constrangimentos económicos ditados pela crise que têm levado vários gestores a alargar o seu espectro de actividades e a distribuir o montante dos seus orçamentos por disciplinas que lhes ofereçam uma relação custo-benefício reconhecidamente superior ao da publicidade.
De acordo com os resultados do último estudo de benchmarking realizado pela APECOM, junto das principais agências a operar em Portugal (menbers and not menbers of APECOM), mais de 50% das mesmas referem que as empresas nacionais são predominantes na sua carteira de clientes, afirmando ainda que os sectores de actividade que mais procuram os seus serviços são os da Industria farmacêutica e heathcare, IT e High technology and consumer goods.
No caminho da maturidade
O amadurecimento do mercado e a profissionalização das agências de relações públicas e comunicação portuguesas levou, consequentemente, a um aumento da sua capacidade de resposta e à disponibilização de um serviço integrado de comunicação.
Ferramentas como gestão de crise, public affairs, comunicação interna ou formação de porta-vozes que, embora disponíveis eram, há alguns anos, apanágio de apenas um pequeno grupo de empresas, começam hoje a assumir-se como uma prioridade para grande parte da comunidade empresarial.
É que a conotação simplista das relações públicas com o serviço de assessoria mediática, na qual se tomava a parte pelo todo tende a desaparecer e assiste-se agora ao crescimento da percepção, por parte dos clientes, de que se obtêm melhores resultados com o apoio de uma estratégia integrada de comunicação, capaz de potenciar todas as ferramentas disponíveis e de impactar todos os seus públicos-alvo.
As agências de comunicação podem e devem ser o ‘braço direito’ das empresas na gestão da sua comunicação e imagem, transferindo para o cliente as suas principais mais-valias: um serviço prestado por profissionais experientes e pro-activos, disponibilidade para acompanhamento personalizado, imparcialidade na análise das questões, soluções estratégicas para diferentes necessidades, resultados eficazes... e redução das preocupações e carga de trabalho dos clientes nesta matéria.'
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Gargalhada Mundial
O deputado português José Lello, Presidente da Assembleia Parlamentar da NATO, está indignado (in Publico). E com toda a razão. Então não é que os soldados russos lhe apontaram metralhadoras quando visitava um posto de controlo na Geórgia. Até teve de dar dois passos atrás. E eles (os russos) estavam mesmo a provocá-lo. Nem se percebe como os soldados russos, num posto de controlo, algures na Geórgia tenham armas (uma realidade desconhecida aqui no nosso cantinho. Bom, talvez haja uma ou outra lá para os lados da Quinta da Fonte) Há, e pior ainda, como é que não conheciam o José Lello?
Ainda bem que nós portugueses temos mau feitio. José Lello chamou logo a polícia local e clamou ao mundo ter sido alvo de violência. E, mesmo depois de dar dois passos atrás descobriu que, á frente, estão a ser montados novos postos de controlo . E mais uma vez gritou, para quem quisesse ouvir, que os russos não estão a cumprir o acordo de paz. Nem o deixaram entrar na zona Tampão. Imagine-se!
De facto, só o Javier Solana é que não percebe nada disto. Então não é que discorda do nosso Lello e declara, numa reunião informal dos Ministros da Defesa da EU que ao final do primeiro dia da missão de observação da UE ‘tudo está a evoluir positivamente e não há problemas a registar’.
Bom. Confesso que não sei bem se ria ou chore. Estou mais como a Cristina Ferreira de Almeida no Corta-Fitas. Estou espantada e triste. Assim é fácil sermos conhecidos no mundo. Como gargalhada mundial.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Responsabilidade Social não se reduz à Filantropia
Este conceito é bem diferente do conceito de Filantropia, que trata basicamente da acção social externa da empresa que beneficia a comunidade nas suas mais diversas formas – ONG’s e associações comunitárias, entre outras.
Estas acções filantrópicas são de grande importância para a comunidade, dado que a maioria dos seus beneficiários, que desenvolve um trabalho extraordinário em prol de doentes ou carenciados, têm apenas como verbas fixas, pequenos subsídios estatais. Estes subsídios não lhes dariam para sustentar a sua actividade mais do que dois meses por ano, pelo que, os fundos provenientes destas acções de solidariedade social, promovidas por empresas ou produtos, são da maior importância para a sua sobrevivência. E é com muito orgulho que posso afirmar que, há mais de quinze anos, que promovo acções de solidariedade social com os meus clientes e pretendo continuar a fazê-lo.
Serviu toda esta teorização para que eu pudesse explicar que, actualmente, ainda existe, nalgumas empresas uma grande confusão acerca de um e outro conceito.
Não basta às empresas organizar acções em benefício de algumas instituições de solidariedade social para que se possa considerar uma empresa socialmente responsável. Há que ir mais longe! E é bom que essas empresas o entendam, dado que, no futuro, se vai exigir que as empresas sejam socialmente responsáveis.
E, para isso, o tecido empresarial português tem ainda um grande caminho a percorrer que terá que começar, inevitavelmente, pela compreensão do conceito de responsabilidade social.
Penso ainda, que os órgãos de comunicação social, nomeadamente os económicos, terão um papel importante nessa função pedagógica.
É necessário uma mudança da cultura da gestão das empresas que deverá passar a basear-se nos conceitos dos três P’s – Profit , People e Planet – e no conceito do Desenvolvimento Sustentável, que promove a satisfação das necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas próprias necessidades.
As empresas deverão ainda desenvolver práticas de negócio abertas e transparentes e divulgar a sua ‘performance’ social e ambiental, em relatórios anuais. Actualmente, em Portugal, já existem empresas que o fazem voluntariamente, mas no futuro, estes relatórios deverão passar a ser obrigatórios.
É que Responsabilidade Social é muito mais que ética e cidadania!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Porta Aberta para a Comunicação
Infelizmente, e porque há dias ‘para esquecer’, ontem não pude assistir, em directo, ao programa Janela Aberta, da RCP, cujo tema em debate era ‘O que fazem as Consultoras de Comunicação?’.
Acabei de ouvir atentamente o programa. Gostei muito. Não só pelo que se disse mas principalmente pela forma como Aurélio Gomes e Teresa Gonçalves abordaram o tema. Foi esclarecedor.
Acho que há muito tempo que não lia um artigo ou ouvia um programa sobre Consultoras de Comunicação em que a actividade que desenvolvemos fosse explicada.
Senti sempre que, a maior parte das críticas que nos são lançadas, provinham de quem não sabe nada sobre a actividade das Consultoras de Comunicação. E este panorama é possível pelo facto de o próprio mercado, durante muito tempo, não ter mostrado qualquer preocupação em explicar este que é um sector relativamente novo no nosso país.
Programas pedagógicos como o que acabei de ouvir são sempre bem-vindos. É bom que se entenda que a comunicação não é publicidade, que as consultoras não estão repletas de jornalistas mal sucedidos, que a consultoria de comunicação não se resume à assessoria mediática, que os maiores e melhores clientes não são os políticos, que as redacções não estão pejadas de jornalistas vendidos e principalmente, que os profissionais portugueses não são uns ‘curiosos’ da actividade.
Entretanto, parabéns à RCP pela seriedade com que abordou o tema e ao Salvador da Cunha e António Cunha Vaz que, nesta intervenção, representaram muito bem a classe.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Corrupção aumentou em 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
As RP's e as marcas líderes (I)
Aqui ficam algumas notas sobre a comunicação de marcas líderes.
1. As RP's, mais que qualquer outra disciplina da comunicação, permitem ás marcas líderes criar e manter um posicionamento correcto e positivo condicionando a sua percepção e até influenciando-a ;
Só Deus pode tudo
Fico estarrecida quando vejo que as entrevistas concedidas, nos últimos meses, pelos responsáveis das duas autoproclamadas ‘maiores’ agências de comunicação nacionais (Público -1) /(Meios & Publicidade - 2), são um desastre. Que ‘conselho em comunicação’ e que ‘media trainning’ podem estas agências oferecer aos seus clientes?
Será que o grande crescimento das suas agências lhes deixou pouco tempo para prepararem a sua própria estratégia de comunicação.
É que só se deixa entrevistar quem quer e… quem pode. E, não hajam confusões, só Deus pode tudo .
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Desculpem o desabafo...
Desculpem o desabafo mas esta notícia do Sol entristeceu-me. Ou melhor, indignou-me.
E mais chocada fiquei por saber que o tempo médio de permanência de cada uma destas crianças nos Centros de Acolhimento Intermédio (CAT) é, actualmente, de 1 a 3 anos, quando este período não deveria exceder os seis meses.
E porque é que isto acontece? Porque apesar de a Lei de Adopção ter sido alterada há 5 anos, o tempo de espera de pais que pretendem oferecer amor e um lar a crianças abandonadas ronda os 4/5 anos. (ver DN)
Como mãe e mulher não pude deixar de levantar um conjunto de questões:
Porque é que o Estado continua a proteger os pais biológicos em detrimento do bem-estar e felicidade dos filhos?
Porque é que a AR iniciou a 4º Sessão Legislativa com a lei do divórcio e não com uma discussão sobre a possibilidade de revisão da Lei da Adopção?
Porque é que se discute afincadamente os projectos de casamento entre homossexuais e não se discute uma revisão da Lei da Adopção? É que enquanto não se alterar a lei e os procedimentos administrativos inerentes aos processos de adopção a vida de todas estas crianças continuarão a prazo (eu diria mesmo a longo prazo).
Infelizmente só encontro uma resposta. As eleições são já em 2009 e as crianças não votam. Se votassem...
Redacções do DE e SE vão fundir-se
A notícia acaba de ser divulgada pelo Meios & Publicidade on line: A Económica acaba de fundir as redacções do Diário Económico e do Semanário Económico.
Era inevitável! E, se o Semanário Económico passar a sair ao sábado no âmbito de uma politica de complementaridade editorial ficam a ganhar a económica e...os leitores.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Recados...
De uma forma voluntária ou involuntária, todos os dias as empresas comunicam mensagens a diferentes públicos projectando diferentes imagens.
Mais do que voluntária, a comunicação deve ser estruturada… controlando o que se comunica, como se comunica e a quem se comunica.
As Relações Públicas permitem fazê-lo, levando as mensagens aos públicos pretendidos, através dos canais adequados, para que estas sejam compreendidos na sua justa medida.
É preciso saber explicar, informar, persuadir. Numa palavra SABER COMUNICAR.
Alguém advinha para quem é o recado?
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Crise Financeira Mundial

Este banco centenário, que sobreviveu a muitas crises, entre elas à ‘Grande Depressão’ de 1930, foi agora obrigado a ‘fechar as portas’ devido às perdas provocadas pela 'famigerada' crise de crédito hipotecário de alto risco, mais conhecida entre nós, como a crise de 'sub-prime' e à falta de capacidade para encontrar um investidor que sanasse o buraco financeiro em que tinha entrado.
Nesta altura, o que mais preocupa os agentes dos mercados financeiros mundiais é o facto desta falência poder criar um efeito 'bola de neve' e levar outras instituições financeiras à mesma situação do Lehman Brothers. O que faz todo o sentido já que, actualmente, com a globalização económica, os bancos e outras instituições financeiras, financiam-se entre si. A desgraça de um, traz consequências imediatas a outros (leia-se no Expresso on line, o que poderá acontecer, nos próximos dias, com a AIG, a maior seguradora do mundo).
Serão as perdas que a falência do Lehman Brothers trarão a outros ‘players’ do mercado financeiro mundial que ditarão, para já, o alcance desta crise.
Pelo sim pelo não, na Europa, o BCE de Trichet injectou, ontem, 70 mil milhões de euros no mercado monetário e o Banco de Inglaterra, 25 mil milhões.
Em Portugal, os Presidentes dos maiores bancos nacionais já informaram que este caso não lhes traz grandes prejuízos directos.
Aguardamos para ver...
As RP's na Blogosfera
PSD revê estratégia de comunicação
Parece que os comentários profissionais de alguns dos consultores de comunicação da nossa praça foram lidos e absorvidos. É bom que se entenda que os profissionais das agências de comunicação que ‘pululam’ na blogosfera, ao contrário do que dizem alguns, são apenas profissionais que escrevem do que sabem.
Quando escrevi isto estava consciente de que, num futuro próximo, a situação teria de mudar. Era insustentável manter uma estratégia de comunicação tão ruinosa. Confesso, no entanto, que não pensei que as mudanças se fizessem sentir tão cedo. E fico satisfeita que tal tenha acontecido, pois só vem reforçar o que há muito defendemos: É difícil um projecto vingar, por melhor que seja, sem uma boa estratégia de comunicação.
O PSD tem que rever urgentemente a estratégia de comunicação e aprender a gerir as expectativas dos públicos-alvo. A expectativa criada por uma notícia, de quase uma página, a anunciar uma revisão da estratégia de comunicação do PSD (tema que, a meu ver, nem sequer deveria ser alvo de notícia), no futuro, vai ser difícil de gerir.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Não deve ter percebido bem...
Esta profissional de comunicação que é, assumidamente, directora-geral e accionista de uma agência de comunicação e que nunca comentou na blogosfera os problemas de comunicação do PSD, suporta muitíssimo bem o facto de a Dra. Manuela Ferreira Leite poder vir a obter bons resultados na sua carreira política. Fica é algo incomodada com o facto do Dr. José Pacheco Pereira pensar que as consultoras de comunicação necessitam da comunicação política, em geral e da Dra. Manuela Ferreira Leite, em particular, para viver.
E já agora algumas notas desta profissional (se possível sem aspas já que os anos nesta actividades me permitem esta prorrogativa):
- O 'low profile' é muito diferente da ausência de comunicação voluntária(silêncio). E o silêncio pode criar na opinião pública percepções erradas. E quanto mais enraizadas estas estiverem mais difícil será modificá-las. O que é negativo.
- No caso do PSD, o silêncio da líder não só é negativo como perigoso. Há que ter em conta que ‘pululam’ no partido as fontes ‘não oficiais’ e os oradores avulso. São estes que preenchem o vazio do silêncio da Dra. Manuela Ferreira Leite. E são também estes personagens que fazem as ‘delicias’ dos Meios de Comunicação Social.
- Em comunicação, a criação de expectativa para um facto ou acontecimento não é negativo. Desde que este não defraude as expectativas dos públicos. O que quero dizer é que poder-se-ía ter utilizado o silêncio excessivo da líder do PSD para criar expectativa para o seu discurso, desde que este tivesse trazido algo de novo e tivesse impactado positivamente a opinião pública.
Já agora confesso que, pessoalmente, considero a Dra. Manuela Ferreira Leite uma mulher inteligente e corajosa. Tenho pena é que esteja mal assessorada.
PS. Esta ultima frase não tem como objectivo o ‘new business’.
Não entendem? Nós explicamos
Novo anúncio da Microsoft:
Artigo de Aarti Shah na PR Week.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
As Agências de Comunicação e as Auto-estradas
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Estratégia de Comunicação Olimpica
A mancha informativa criada com a participação da equipa portuguesa nos Jogos Olimpícos de Pequim é um excelente exemplo do 'desastre' causado pela falta de uma estratégia de comunicação eficiente e profissional.
História das medalhas nos JO:
1984 (Los Angeles) - 3 medalhas - Carlos Lopes arrecada ouro. As duas outras medalhas obtidas eram de bronzequinta-feira, 14 de agosto de 2008
Citações de Férias... (II)
“A publicidade tem tudo a seu favor, menos a credibilidade. As relações públicas não têm nada a favor, a não ser a credibilidade”.
Al Ries , Portugal, 2006
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Citações de Férias...
Mesmo em férias as RP's não me largam...
‘…As Relações Públicas podem ter um forte impacto sobre a percepção do público, por um custo muito inferior ao da Publicidade. A empresa não paga o espaço ou tempo nos Media; paga para que uma equipa de relações públicas desenvolva e divulgue informações e produza e coordene eventos.
Se a empresa é protagonista de uma história interessante, essa história pode ser publicada por vários Meios de Comunicação Social e os resultados podem ter o mesmo efeito que uma campanha de publicidade de milhões de dólares. E teria mais credibilidade que a publicidade. Os resultados do trabalho de RP podem ser fantásticos…’
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
A Comunicação do Presidente e as Minhas Férias
quinta-feira, 31 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
10 boas razões para Comunicar
2ª Obter a compreensão e lealdade dos seus principais públicos-alvo… o que só será possível se estes reconhecerem a sua empresa, a sua actividade, os seus produtos ou serviços e a sua postura perante o meio envolvente;
3ª Posicionar correctamente a sua empresa, serviço ou produto potenciando os seus pontos fortes e desvalorizando os seus pontos fracos.
4ª Promover uma imagem coerente entre o que a empresa comunica e o que a empresa é. A disfuncionalidade de imagem pode, a médio prazo, trazer-lhe graves prejuízos;
5ª Passar de forma clara e detalhada as mensagens que pretende transmitir aos seus público-alvo para mais facilmente atingir os objectivos estratégicos pré-estabelecidos; As mensagens publicitárias não lhe permitem, a maior parte da vezes, transmitir as informações detalhadas que pode passar através das RP’s;
6ª Diferenciar a sua empresa, produto ou serviço da concorrência;
7ª Credibilizar o seu negócio… as empresas os serviços e produtos oferecem a mesma confiança que oferece a sua gestão e os seus accionistas;
8ª Prevenir e preparar uma futura eventual crise… quando os jornalistas e o público já têm uma opinião positiva de uma empresa serviço ou produto, é mais fácil, em período de crise, justificar os acontecimentos que deram origem à crise e receber o seu apoio e compreensão;
9ª Um bom Plano de RP’s enriquece o seu Plano de Marketing… e ajuda-o a atingir os objectivos de vendas;
10ª Todos os dias, as empresas comunicam, involuntariamente, de uma forma ou de outra. Este facto, leva a que a sua imagem seja a que o receptor cria através das mensagens que inconscientemente lhe e não a imagem que pretende transmitir. Pense nas vantagens que terá, se os receptores virem na sua empresa a imagem que pretende transmitir da mesma.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Hoje as Consultoras de Comunicação foram noticia!
Hoje as Consultoras de Comunicação foram noticia. E, desta vez, por bons motivos.
O jornal ‘Briefing’ e o blogue ‘Do Fundo da Comunicação’, do meu colega João Duarte, publicaram Dossiers Especiais de Comunicação.
Destaco no Briefing o artigo de Opinião de Salvador da Cunha que toca num ponto fulcral da imagem deste nosso mercado: a falta de percepção dos públicos sobre a actividade das Consultoras de Comunicação.
Considero mesmo que o desconhecimento da actividade é uma das principais razões para o nascimento da ‘onda’ de má imprensa de que alguns ‘players’ do mercado se têm vindo a queixar. Mas não é a única… Digamos que na origem desta onda se encontram ainda alguns outros substantivos como vaidade, alter ego e cruzada.
No Especial ‘Do Fundo da Comunicação’ gostei de ouvir as opiniões de Pedro Guerreiro, Director do Jornal de Negócios e de Álvaro Mendonça, Director do Oje, sobre a actividade das consultoras de Comunicação. Aconselho aos meus colegas de actividade que as ouçam e reflictam sobre as mesmas.
As agências de comunicação podem e devem ser o ‘braço direito’ das empresas!
O crescimento económico das empresas será beneficiado se for acompanhado por uma imagem de credibilidade e prestígio junto dos seus públicos-alvo e os problemas de imagem poderão encontrar nas relações públicas o agente chave da mudança. A disfunção entre a realidade da empresa e a sua imagem pública é perigosa e poderá criar danos difíceis e morosos de reparar, gerando a desconfiança e insatisfação dos públicos-alvo (accionistas, consumidores, colaboradores, parceiros de negócio, etc.).
Esta realidade, que não era entendida há uns anos atrás pelos responsáveis das empresas, está a mudar. Um inquérito sobre os factores mais importantes para qualificar uma companhia, realizado na Grã-Bretanha junto de gestores de empresas líderes, revelou dados interessantes: em três anos, o factor ‘performance financeira’ desceu 16 pontos percentuais enquanto os factores relacionados com a notoriedade e reputação das empresas cresceram 14.
Em Portugal, a situação não é diferente. Embora, infelizmente, não tenhamos disponíveis estudos eficazes sobre a matéria, diz-nos a experiência que a procura dos serviços de consultoria em comunicação empresarial é cada vez maior. E este crescimento não se revela só em quantidade como também em qualidade, designadamente na exigência de maior profissionalismo às agências.
O amadurecimento do mercado e a profissionalização das consultoras de relações públicas e comunicação leva, consequentemente, a um aumento da sua capacidade de resposta e à oferta de um serviço integrado de comunicação.
Ferramentas como gestão de crise, public affairs, comunicação interna ou formação de porta-vozes que, embora disponíveis, eram apanágio de apenas um pequeno grupo de empresas, começam hoje a assumir-se como uma prioridade para grande parte da comunidade empresarial. As relações públicas eram conotadas com a assessoria mediática, tomando-se a parte pelo todo, mas tem crescido a percepção por parte dos clientes de que se obtêm melhores resultados com o apoio de uma estratégia integrada de comunicação, capaz de potenciar todas as ferramentas disponíveis e de impactar todos os seus públicos-alvo.
As agências de comunicação podem e devem ser o ‘braço direito’ das empresas na gestão da sua comunicação e imagem, transferindo para o cliente as suas principais mais-valias: um serviço prestado por profissionais experientes e pro-activos, disponibilidade para acompanhamento personalizado, imparcialidade na análise das questões, soluções estratégicas para diferentes necessidades, resultados eficazes (não falo em kilogramas de notícias mas em impactar públicos-alvo e atingir objectivos pré-definidos)... e redução das preocupações e carga de trabalho dos clientes nesta matéria.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Se uma ‘Fonte Profissional’ incomoda muita gente…
Senão vejamos. Os jornalistas não são testemunhas presenciais da maioria dos factos que descrevem. Recorrem a pessoas, instituições e organismos das mais variadas índoles para que lhes seja facultada informação sobre determinado acontecimento. Recorrem às chamadas ‘fontes de informação’. As fontes são, desde sempre, uma realidade do jornalismo e uma ferramenta sem a qual um profissional da comunicação social não pode trabalhar. Penso que, quanto a isto, ninguém tem dúvidas.
Que fenómeno surge então com a intermediação das consultoras de comunicação? Surgem as ‘fontes profissionais’.
E quais as vantagens das fontes profissionais? São conhecidas e como tal podem ser julgadas livremente por quem com elas se relaciona. Não são anónimas e por esse motivo podem e devem ser responsabilizadas. Recolhem e tratam com eficácia a informação disponibilizada ao jornalista, sustentando-a com dados que permitem justificar a sua veracidade. Apoiam os jornalistas na descoberta da ‘história’ e tornam as habituais ‘fontes resistentes’ em ‘fontes abertas’. E, finalmente, a sua actividade, caso seja eficaz, retira importância às fontes não oficiais que constituem, habitualmente, o último recurso de um jornalista e uma dor de cabeça para quem assume a difícil tarefa da busca da verdade.
Porque são criticadas as Consultoras de Comunicação? Porque são claras, transparentes e profissionais. E mais importante ainda, porque muitas vezes impedem algumas fontes, menos ‘seguras’, de baralhar a informação para voltar a dá-la de novo. E aqui está o cerne de toda esta questão. É que convém relembrar que a maioria das críticas às consultoras de comunicação surgem no ambiente da comunicação politica.
Quer num ambiente de comunicação política quer num ambiente de comunicação empresarial trabalham-se as percepções das audiências. Neste sentido, a imagem que se projecta através da veiculação de informações tem necessariamente de espelhar a realidade da entidade, sob risco de se criarem dissonâncias que, a médio e longo prazo, não serão sustentáveis.
A conclusão é óbvia. As fontes profissionais não têm qualquer interesse em manipular informação de forma a criar percepções erradas nas audiências.
Acresce que no relacionamento com os media a falta de verdade sai cara a quem a pratica. Pois só a pode praticar uma vez. Surge assim uma figura não conceptual, a das ‘fontes profissionais privilegiadas’.
E o que são as ‘fontes profissionais privilegiadas’? São as fontes profissionais credíveis, aquelas que já habituaram os jornalistas de que as informações que transmitem são fiáveis, correctas e, de preferência, bem redigidas. São aquelas cuja actuação se rege por códigos de conduta. É que não basta ser eficaz, há que ser sério.
Toda esta minha prosa não é mais que um pequeno contributo para ‘desarmadilhar’ a percepção criada, de uma forma propositada, de que ‘Media Relations’ em Portugal não é mais do que um relacionamento em que uma das partes manipula e a outra é manipulada. Escusado será dizer quem manipula e quem é manipulado.
Quem pretende criar tais percepções esquece-se que, ao contrário de qualquer outro tipo de fonte, as fontes profissionais têm todo o processo deste relacionamento registado, incluindo a informação disponibilizada aos Meios de Comunicação Social. Esquece-se ainda que os jornalistas são profissionais e que no âmbito da sua actividade profissional devem investigar e aprofundar as informações quer estas provenham de fontes de informação profissionais, ou não. Um bom profissional do jornalismo é um insatisfeito, quer saber sempre mais. Esquece-se que sem consultores de comunicação metade das informações que actualmente são disponibilizadas publicamente, de outra forma não o seriam.
Enfim esquecem-se de muita coisa! Mas é natural. Têm, muito provavelmente a sua agenda para cumprir e as fontes profissionais dificultam-lhe a livre actuação.Mas tenho boas notícias. O relacionamento entre os media e os bons profissionais está de boa saúde e … recomenda-se