terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Há que Ensinar a Ensitel...

Apesar de estar a gozar um ‘merecido’ descanso, não pude deixar de o interromper para vir comentar o mais recente caso dos media sociais: # ENSITEL.

Este caso constituirá, no futuro, um verdadeiro ‘case study’ do que não fazer numa gestão de crise. As empresas têm que entender que as crises podem constituir oportunidades de reforçar a sua boa reputação. Mas para isso têm de ser bem geridas. E mesmo assim, têm uma janela de oportunidade com um prazo de validade curto.

Será ainda um alerta para as empresas. Nos Media Sociais só devem estar as empresas que podem e não as que querem. A história do ‘tenho um sobrinho, ou um filho que percebe muito do facebook e do Twitter’ é muito perigosa. Há que entender a realidade das PR’s 2.0, respeitar os códigos de conduta das próprias redes e prosseguir uma estratégia séria e coerente.

Como Consultora de Comunicação confesso que me deprime assistir à auto-destruição de uma marca por incompetência comunicacional grave.

Já geri crises complicadas que envolviam mortos, perigo para a saúde pública e outras consequências muito graves. As marcas/empresas não saíram beliscadas pelo facto de terem assumido uma posição responsável, justa e coerente.

Atirar ao charco a reputação da ENSITEL porque a empresa não pediu desculpa a uma cliente que reclamou ou porque quem a gere considera que a comunicação é controlável, pela força, parece-me criminoso. E o silêncio…numa situação descontrolada como esta é letal.










quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Equivocos do Natal no séc.XXI

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O jornalismo nos 'sixties'

Para falarmos da evolução do jornalismo português nos anos 60 teremos que começar por enquadrá-la com o ambiente social e politico que se vivia na época.

Portugal assistiu, nesta década, ao inicio da guerra colonial, ao aumento substancial da emigração, às crises estudantis, à influência externa da cultura norte-americana, nomeadamente através da música e do cinema e aos movimentos migratórios das zonas rurais para as cidades. Foi essencialmente uma época de grandes mudanças sociais e de criação de novas mentalidades. E, se os Meios de Comunicação Social contribuíram de alguma forma para esta evolução, também eles foram alvo de algumas mudanças que lhes permitiram conquistar uma identidade e alguma da influência social que caracteriza o jornalismo actual…mesmo convivendo com um regime político que utilizava a censura como ferramenta de manipulação do poder.

E quais as causas dessa evolução?

Surgem nos Media novos protagonistas que disponibilizam uma maior abertura à modernização, nomeadamente, Ruella Ramos, no Diário de Lisboa e Francisco Pinto Balsemão, no Diário Popular. É refundada a Capital.

No plano tecnológico, a década de 60 traz boas ‘notícias’ aos jornalistas que passam a ver o seu trabalho facilitado com o uso generalizado - pasme-se – do gravador portátil, da máquina de escrever e do telex. Os principais diários passam a dispor de frotas de automóveis utilizadas na distribuição de jornais mas também no apoio às saídas em reportagem. Introduz-se nesta época a composição a frio e o ‘offset’.

Por outro lado, a década de sessenta traz uma progressiva alteração na composição social das redacções que passam a integrar jovens jornalistas, licenciados ou com frequência universitária e, a pouco e pouco, mulheres.

Não sei se foram as licenciaturas ou as mulheres, o que é certo é que o jornalismo português é alvo de um ‘arejamento’ e ganha uma nova geração de profissionais, que desenvolve um jornalismo menos burocrático, mais criativo e moderno, quer em termos de linguagem, quer em termos de temáticas ou ângulos de abordagem.

Os novos jornalistas viam-se cada vez menos como “escritores de jornais”, ou boémios “desenrascados” que acumulavam esta com outras profissões. A entrevista e a reportagem ganham assim protagonismo face ao artigo, o que contribuiu para separar as águas entre os “escritores de jornal” e os jornalistas profissionais. Poder-se-á afirmar que esta nova geração desenvolve um estilo muito próximo do modelo do “novo jornalismo” norte-americano.

Em termos políticos assiste-se a uma contestação crescente dos ‘novos’ jornalistas à subserviência ao regime e à censura que alinha claramente com a evolução das correntes de opinião pública.

A evolução do jornalismo, nos anos sessenta, foi o ponto de partida de um caminho difícil que permitiu que os jornalistas portugueses tenham chegado a 1974 com a consciência, e também com o orgulho, de constituírem uma classe profissional autónoma, cada vez melhor formada e mais profissional.

A história do jornalismo nesta década mostra-nos o romantismo de uma profissão que não devia ser menos do que uma missão. Uma missão de apoio à verdade e à liberdade. É uma bonita história que nos ensina que é possível lutar por ideais mesmo em condições adversas. Um bom exemplo para as novas gerações de jornalistas!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Negócios de VIP's...só à minha maneira!

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A reportagem do jornalista Paulo Salvador sobre o negócio das figuras públicas foi ontem para o ar na TVI e retrata este mercado em crescimento. Pecou por ter insistido nas trivialidades e por não ouvir os que, de forma profissional, contribuem semanalmente para a criação de novos conteúdos nas revistas de ‘lifestye’ e de TV: as consultoras de comunicação. Entrevistam apenas o José Manuel Costa, do Grupo GCI, a quem dão pouco destaque.

Eu diria que este mercado é constituído por dois tipos de players: os profissionais e os que, ao fim de algumas festas, resolvem montar um ‘estaminé’ e oferecer os seus serviços a pequenas empresas que lutam desesperadamente por notoriedade. É assim hoje e sempre será…

O que revela a grande diferença na actuação destes dois tipos de players é a estratégia. Os consultores de comunicação só desenvolvem este tipo de eventos integrados numa estratégia que lhes permitirá atingir os objectivos de notoriedade de uma empresa ou marca. E, mesmo assim, o evento só será um sucesso se transmitir mensagens e um posicionamento.
Parece-me portanto estranha a dita procura de mercado por personagens como, por exemplo, José Castelo Branco. Não tenho dúvida que ele chama a imprensa, mas a sua imagem prejudicaria a reputação da quase totalidade dos meus clientes e, acredito, potenciais clientes.
Os consultores de comunicação não podem, nem querem, obter cobertura jornalística a todo o custo. Os eventos devem ser pensados de acordo com as mensagens e posicionamento a passar, o conceito do evento deve ter em conta o interesse editorial dos meios de ‘lifestyle’ e as figuras públicas devem encaixar bem com a filosofia da empresa ou marca.
Teria muito mais a dizer sobre paparazzis combinados, sobre criação e construção de figuras públicas ou seriedade no mundo das celebridades mas isso... fica para outras núpcias.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O 'negócio ' das figuras públicas

'Os "VIP", as celebridades, não são apenas figuras decorativas de um mundo de futilidades. À sua volta movem-se milhões de euros e muitos postos de trabalho. É um mundo de ilusões, mentiras, negócios e segredos. "Portugal VIP" é uma viagem ao mundo dos famosos e às indústrias que deles se alimentam'.


Este é o texto de auto-promoção da reportagem que vai para o ar, esta noite, no Jornal Nacional da TVI .
Como há largos anos que lido profissionalmente com este 'mundo' e tenho uma opinião própria sobre o tema, estou com alguma curiosidade em assistir ao trabalho do jornalista Paulo Salvador.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vou fazer greve. Pagas?




O Estado caótico das finanças públicas portuguesas é um facto. O regime de austeridade que agora inicia é uma fatalidade com a qual teremos que viver nos próximos anos.
Quais serão então os dividendos desta greve? O que conseguirão os sindicatos? Nada.

Esta greve vai ter um custo e seremos, mais uma vez,  nós, os que produzimos, a pagá-lo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

E quando o sucesso depende da solução mais óbvia?

No 20º Congresso das Comunicações que se realizou a semana passada, em Lisboa, sob o tema - Restart Novos Desafios, Novas soluções - assisti, entre outras, a uma interessante apresentação do Managing Director da Cisco, que apelava a que os profissionais das comunicações pensassem ‘out of the box’. Esse seu desejo era ilustrado com um bem-humorado vídeo que vos deixo aqui.


Hoje, ao revê-lo, não pude deixar de constatar que ele apresenta uma mensagem ainda mais importante para os profissionais da comunicação (e não, das Comunicações) que é a seguinte:
O sucesso das acções que desenvolvemos depende, quase invariavelmente, do óbvio.

E quem disse que é fácil chegar ao óbvio?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Harry Potter ou Politica?

A propósito da estreia mundial de 'Harry Potter e as Reliquias da Morte' um jornalista da Vanity Fair foi testar os conhecimentos politicos dos norte-americanos. O jornalista referia um nome e os entrevistados teriam apenas que responder se este correspondia a um personagem de Harry Potter ou a um politico. O resultado foi o que verão no vídeo. Uma desgraça...

Num momento em que a nossa governação envergonha-me fico a pensar se não seria muito mais feliz se vivesse na santa ignorância...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Frontpage na 'short list' dos European Excellence Awards

A Frontpage integra a short list de agências nomeadas para os European Excellence Awards com o projecto de comunicação de lançamento das Termas do Estoril. Boas notícias!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Boas notícias precisam-se!

‘António Horta Osório nomeado Presidente Executivo do Loyds Bank’- noticiado pela imprensa nacional e internacional no dia 3 de Novembro de 2010

‘Uma empresa portuguesa, a Genibet, produziu uma vacina contra a febre tifóide, destinada a milhões de crianças na Índia. Já está em ensaios clínicos.’ In Diário Económico, no dia 3 de Novembro de 2010

‘Fadista está em digressão no Reino Unido - Ana Moura no top de vendas de world music da Amazon britânica’ In Público, 3 de Novembro de 2010

‘EUA: portuguesa ganha prémio revelação’ – Site Boas Notícias, 2 de Novembro de 2010



No dia em que escrevo este artigo o Sol brilha e o espírito anima pelo que decidi libertar-me das más notícias que recebo diariamente, através dos Meios de Comunicação Social, e partir em busca de boas notícias sobre o meu país. Pareceu-me importante. O momento económico e político difícil que atravessamos não se compadece com uma depressão colectiva, um estado emocional que não facilitará, de modo nenhum, o longo caminho que iremos percorrer em busca de uma economia forte e de umas finanças públicas saudáveis.

E assim, para meu contento encontro, só num dia, várias. Não me espanta. Portugal é um país de gente cheia de talento, capacidade de trabalho e criatividade… afogada diariamente por milhares de más notícias.

O caminho do país é para a frente e com boas notícias. Há, por isso, que mudar algumas mentalidades e alterar as estratégias de comunicação de muitas organizações, nomeadamente as mais ligadas ao poder central do Estado.

Muitas das empresas nacionais e multinacionais do nosso país têm, desde há tempo, grandes preocupações com a sua comunicação. Quer externa quer interna. Procuram motivar colaboradores e parceiros, alavancando a sua produtividade e criando até sentimentos colectivos de orgulho. E preocupam-se, simultaneamente, em desenvolver políticas comunicacionais transparentes e abertas para o exterior. Porque não faz o Estado o mesmo?

As organizações do Estado, assim como as empresas têm que, a par de uma boa gestão, desenvolver estratégias de comunicação positivas e coerentes que permitam engajar correctamente todos os seus ‘stakeholders’.

Mas neste ‘país das boas notícias’ há quem também tenha ampla responsabilidade na restauração dos espíritos nacionais: os jornalistas. As boas noticias que encontrei na imprensa foram timidamente divulgadas por um ou outro meio de comunicação social. Excepção feita à notícia da nomeação de António Horta Osório, amplamente divulgada pela imprensa nacional e internacional.

Portugal tem que saber que entre os seus pares encontra muitos casos de sucesso empresarial. Tem que saber que a Europa e os EUA contam com o brilhantismo de muitos professores universitários, médicos, artistas, cientistas, banqueiros, analistas portugueses.

Chamem-me utópica incurável, mas gostava mesmo de viver no país das boas notícias!

In Meios & Publicidade





Sector da Comunicação e Relações Públicas de boa saúde!

Contrariando a tendência da maioria dos sectores ligados ao Marketing e Publicidade, o sector da Consultoria em Comunicação apresentou um crescimento de 28%, em 2009. Esta é a conclusão do estudo anual efectuado pela Apecom junto de 39 empresas (31 associadas e 8 não associadas) que operam no mercado do conselho em comunicação.

Aumento de 30,5% do EBITDA, facturação média a crescer de 1,5 para 1,9 milhões de Euros são mais algumas das boas notícias que 2009 trouxe aos players deste mercado.


A maioria das empresas que participaram no Inquérito de conjuntura da APECOM prevê que as condições de evolução do mercado da comunicação sejam desfavoráveis no próximo ano. Algo que não me surpreende dado o panorama negro que nos oferece a maior crise económico-financeira do século.

No próximo ano, cabe-nos a todos, inevitavelmente, racionalizar a gestão, oferecer aos clientes um valor custo/benefício ainda mais alto, motivar as equipas e usar e abusar da criatividade já que teremos que trabalhar, em alguns casos, com budgets mais baixos.

Há que não esquecer ainda que as crises trazem sempre janelas de oportunidade que devem ser bem aproveitadas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Volta FMI. Estás perdoado!

O Barómetro do Jornal de Negócios mostra-nos que quase 51% dos leitores que responderam ao inquérito lançado, ontem, pelo jornal, defendem a rápida intervenção do FMI no nosso país.

Será possível a confiança na governação chegar tão baixo?


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Existem Relações Públicas Europeias? Não me parece...

Pergunta interessante a lançada por Janette van Kalkeren, uma holandesa que tem desenvolvido a sua actividade de RP em vários países da Europa.

Concordo com ela. Uma estratégia de comunicação desenvolvida para Portugal ou Espanha não será necessariamente uma estratégia eficaz na Bélgica ou na Holanda.

A razão pode ser simples. As RP's são uma actividade que influencia pessoas. Para influenciar pessoas há que conhecê-las. O processo de influência é definido de acordo com os seus hábitos e costumes. Decididamente, o perfil de um holandês ou de um belga é diferente do de um português ou de um espanhol. Voilá!

Nas RP’s é sempre difícil criar bons planos globais de comunicação…

De regresso...

Os ausentes fazem sempre mal em voltar’ Jules Renard


A máxima não se aplica aos que têm como missão na vida comunicar pelo que, após uns meses de interregno… voltei!


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Baralhar a crise


Este artigo publicado no 'The Economist' levou-me a partilhar este pensamento:

Que ele há crise... não há dúvidas. Que alguns países, como o nosso, não estão actualmente preparados para a gerir, penso que também não há. Agora... há muito interesse instalado a baralhar o jogo. E que tal recorrererem a uma agência de comunicação global? Era um bom começo. Não há boa gestão sem boa informação!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Criminalidade e Incoerência: vale a pena?

Diariamente, na nossa actividade de consultoria de comunicação, desenvolvemos para os nossos clientes estratégias de comunicação coerentes com a sua realidade empresarial.
A incoerência entre a realidade e as mensagens veiculadas coloca inevitavelmente os comunicadores numa posição de grande vulnerabilidade e pode, a médio ou mesmo a curto prazo, destruir a reputação de qualquer entidade.
Vem esta elegia à coerência a propósito do processo de comunicação dos resultados do último relatório de segurança interna.
O senhor Ministro da Administração Interna apresentou (comunicou) uma diminuição da criminalidade grave em 0,6% face ao ano transacto e consequentemente uma inversão de tendência neste tipo criminalidade. Arriscou… e muito! E arriscou porque pode arriscar.
Será possível que quando Rui Pereira presta estas declarações nenhum jornalista, mais atento, leia o referido relatório e efectue as seguintes perguntas: ‘Senhor Ministro, como é possível estar a registar-se uma inversão de tendência da criminalidade grave e violenta se esta aumentou em treze distritos e apenas diminui em dois?’ ou ‘Senhor Ministro, sendo que 2008 apresentou uma das taxas de criminalidade mais alta dos últimos anos, não lhe parece irrelevante um decréscimo de 0,6%?’
Diz ainda o Senhor Ministro: Portugal continua a ser um dos países da Europa com a taxa de criminalidade mais baixa. É verdade. Li hoje, no jornal I. As estatísticas da taxa de criminalidade comparada indicam-nos que, de facto, Portugal, Grécia, Espanha e Itália são os países com menor taxa de criminalidade comparada da Europa. Por outro lado, a Suécia, a Bélgica, o Reino Unido e a Dinamarca são os países mais violentos da Europa. Não soa a estranho?
Mais uma vez, alguém me diz por que é que ninguém explica aos portugueses que os suecos devem ser os cidadãos da Europa que mais confiam na eficácia das suas polícias e que, consequentemente, se lhes roubam um alfinete, apresentam queixa. Ninguém fala das ‘cifras negras’. Em Portugal, a criminalidade é baixa porque o ‘pessoal’ não apresenta queixa. Para quê?

Comece a haver alguma coerência na comunicação do tema segurança e talvez os portugueses comecem a pensar que, afinal, vale a pena!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A situação de Portugal é igual à da Grécia? Não. É pior…

Hoje, ao ler na capa do Público que a UE poupou a Grécia e agravou os juros da dívida portuguesa, não pude deixar de me lembrar de um cliente antigo, um grande empresário, com o qual tive o maior orgulho em trabalhar.

Há cerca de oito anos, a Jerónimo Martins passava por um difícil momento financeiro. Apresentava grandes prejuízos, o valor das suas acções encontravam-se em movimento descendente e, na imprensa, era-me difícil localizar qualquer referência positiva ao Grupo.

Foi nessa altura que tive o prazer de ser convidada a gerir a comunicação deste grande grupo de retalho. A situação não era, de facto, a melhor. Mas graças à honestidade e génio empresarial de Alexandre Soares dos Santos, nesse ano, a Jerónimo Martins apresentou uma estratégia de ‘saneamento’ financeiro da empresa que comunicou da seguinte forma: temos um problema e estamos empenhados em resolvê-lo assim...
Nunca me tinha acontecido. No ano em que a empresa apresentou os piores resultados de sempre, Alexandre Soares dos Santos liderava as colunas ‘a subir’ da maioria dos ‘termómetros’ da comunicação social. E tudo isto, por uma razão simples. Foi honesto. Assumiu o problema, apresentou solução e mostrou um forte empenho em inverter a situação. Hoje, nas entrevistas que assisto com diversos gestores de fundos internacionais, quando lhes é perguntado que acções do PSI20 aconselham, invariavelmente, as da Jerónimo Martins integram o lote de seleccionadas.
O que tem esta história a ver com a notícia do Público? Tudo.
Portugal vai ver os juros da dívida agravados por ter um governo desonesto, que esquece números e não assume claramente o grave momento financeiro que o país atravessa. A situação de Portugal não é igual à da Grécia, diz-se. Pois não. É pior. A Grécia tem um governo honesto e empenhado em encontrar uma solução. E já foi premiada. Portugal tem um Governo que não assume a gravidade da situação, escamoteia, engana… e acaba de ser penalizado!