terça-feira, 30 de novembro de 2010

Negócios de VIP's...só à minha maneira!

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A reportagem do jornalista Paulo Salvador sobre o negócio das figuras públicas foi ontem para o ar na TVI e retrata este mercado em crescimento. Pecou por ter insistido nas trivialidades e por não ouvir os que, de forma profissional, contribuem semanalmente para a criação de novos conteúdos nas revistas de ‘lifestye’ e de TV: as consultoras de comunicação. Entrevistam apenas o José Manuel Costa, do Grupo GCI, a quem dão pouco destaque.

Eu diria que este mercado é constituído por dois tipos de players: os profissionais e os que, ao fim de algumas festas, resolvem montar um ‘estaminé’ e oferecer os seus serviços a pequenas empresas que lutam desesperadamente por notoriedade. É assim hoje e sempre será…

O que revela a grande diferença na actuação destes dois tipos de players é a estratégia. Os consultores de comunicação só desenvolvem este tipo de eventos integrados numa estratégia que lhes permitirá atingir os objectivos de notoriedade de uma empresa ou marca. E, mesmo assim, o evento só será um sucesso se transmitir mensagens e um posicionamento.
Parece-me portanto estranha a dita procura de mercado por personagens como, por exemplo, José Castelo Branco. Não tenho dúvida que ele chama a imprensa, mas a sua imagem prejudicaria a reputação da quase totalidade dos meus clientes e, acredito, potenciais clientes.
Os consultores de comunicação não podem, nem querem, obter cobertura jornalística a todo o custo. Os eventos devem ser pensados de acordo com as mensagens e posicionamento a passar, o conceito do evento deve ter em conta o interesse editorial dos meios de ‘lifestyle’ e as figuras públicas devem encaixar bem com a filosofia da empresa ou marca.
Teria muito mais a dizer sobre paparazzis combinados, sobre criação e construção de figuras públicas ou seriedade no mundo das celebridades mas isso... fica para outras núpcias.

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