quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Recados...

As RP's assentam num princípio básico: a comunicação.

De uma forma voluntária ou involuntária, todos os dias as empresas comunicam mensagens a diferentes públicos projectando diferentes imagens.

Mais do que voluntária, a comunicação deve ser estruturada… controlando o que se comunica, como se comunica e a quem se comunica.

As Relações Públicas permitem fazê-lo, levando as mensagens aos públicos pretendidos, através dos canais adequados, para que estas sejam compreendidos na sua justa medida.

É preciso saber explicar, informar, persuadir. Numa palavra SABER COMUNICAR.

Alguém advinha para quem é o recado?




segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Crise Financeira Mundial

O jornalista do DN, Pedro Ferreira Esteves, escreveu um artigo muito útil para quem pretender compreender um pouco melhor os meandros da crise financeira mundial que já levou o quarto maior banco de investimento dos EUA - Lehman Brothers - à falência.

Este banco centenário, que sobreviveu a muitas crises, entre elas à ‘Grande Depressão’ de 1930, foi agora obrigado a ‘fechar as portas’ devido às perdas provocadas pela 'famigerada' crise de crédito hipotecário de alto risco, mais conhecida entre nós, como a crise de 'sub-prime' e à falta de capacidade para encontrar um investidor que sanasse o buraco financeiro em que tinha entrado.

Nesta altura, o que mais preocupa os agentes dos mercados financeiros mundiais é o facto desta falência poder criar um efeito 'bola de neve' e levar outras instituições financeiras à mesma situação do Lehman Brothers. O que faz todo o sentido já que, actualmente, com a globalização económica, os bancos e outras instituições financeiras, financiam-se entre si. A desgraça de um, traz consequências imediatas a outros (leia-se no Expresso on line, o que poderá acontecer, nos próximos dias, com a AIG, a maior seguradora do mundo).

Serão as perdas que a falência do Lehman Brothers trarão a outros ‘players’ do mercado financeiro mundial que ditarão, para já, o alcance desta crise.

Pelo sim pelo não, na Europa, o BCE de Trichet injectou, ontem, 70 mil milhões de euros no mercado monetário e o Banco de Inglaterra, 25 mil milhões.

Em Portugal, os Presidentes dos maiores bancos nacionais já informaram que este caso não lhes traz grandes prejuízos directos.

Aguardamos para ver...

As RP's na Blogosfera

Gostei de ver o novo blogue do meu colega e amigo Salvador da Cunha. O Food for Thought ,'que tornará públicas as reflexões' do Director Geral da Lift, irá 'engrossar' a minha lista de leituras diárias. Razão tem outra colega, a Alda Telles, Directora-Geral da Fonte: Como é que têm tempo? Pergunta... Vai-se arranjando!

PSD revê estratégia de comunicação

Segundo notícia publicada no Expresso deste fim-de-semana o PSD vai rever estratégia de comunicação do partido.
Parece que os comentários profissionais de alguns dos consultores de comunicação da nossa praça foram lidos e absorvidos. É bom que se entenda que os profissionais das agências de comunicação que ‘pululam’ na blogosfera, ao contrário do que dizem alguns, são apenas profissionais que escrevem do que sabem.

Quando escrevi isto estava consciente de que, num futuro próximo, a situação teria de mudar. Era insustentável manter uma estratégia de comunicação tão ruinosa. Confesso, no entanto, que não pensei que as mudanças se fizessem sentir tão cedo. E fico satisfeita que tal tenha acontecido, pois só vem reforçar o que há muito defendemos: É difícil um projecto vingar, por melhor que seja, sem uma boa estratégia de comunicação.

O PSD tem que rever urgentemente a estratégia de comunicação e aprender a gerir as expectativas dos públicos-alvo. A expectativa criada por uma notícia, de quase uma página, a anunciar uma revisão da estratégia de comunicação do PSD (tema que, a meu ver, nem sequer deveria ser alvo de notícia), no futuro, vai ser difícil de gerir.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Não deve ter percebido bem...

É interessante ver a sanha com que Manuela Ferreira Leite é atacada pelos donos e empregados das agências de comunicação que pululam nos blogues, muitas vezes sem se identificarem como tal. Compreende-se bem: para eles seria insuportável que um político obtivesse resultados sem a ajuda dos "profissionais" de comunicação. ‘ Abrupto

Esta profissional de comunicação que é, assumidamente, directora-geral e accionista de uma agência de comunicação e que nunca comentou na blogosfera os problemas de comunicação do PSD, suporta muitíssimo bem o facto de a Dra. Manuela Ferreira Leite poder vir a obter bons resultados na sua carreira política. Fica é algo incomodada com o facto do Dr. José Pacheco Pereira pensar que as consultoras de comunicação necessitam da comunicação política, em geral e da Dra. Manuela Ferreira Leite, em particular, para viver.

E já agora algumas notas desta profissional (se possível sem aspas já que os anos nesta actividades me permitem esta prorrogativa):

- O 'low profile' é muito diferente da ausência de comunicação voluntária(silêncio). E o silêncio pode criar na opinião pública percepções erradas. E quanto mais enraizadas estas estiverem mais difícil será modificá-las. O que é negativo.

- No caso do PSD, o silêncio da líder não só é negativo como perigoso. Há que ter em conta que ‘pululam’ no partido as fontes ‘não oficiais’ e os oradores avulso. São estes que preenchem o vazio do silêncio da Dra. Manuela Ferreira Leite. E são também estes personagens que fazem as ‘delicias’ dos Meios de Comunicação Social.

- Em comunicação, a criação de expectativa para um facto ou acontecimento não é negativo. Desde que este não defraude as expectativas dos públicos. O que quero dizer é que poder-se-ía ter utilizado o silêncio excessivo da líder do PSD para criar expectativa para o seu discurso, desde que este tivesse trazido algo de novo e tivesse impactado positivamente a opinião pública.

Já agora confesso que, pessoalmente, considero a Dra. Manuela Ferreira Leite uma mulher inteligente e corajosa. Tenho pena é que esteja mal assessorada.

PS. Esta ultima frase não tem como objectivo o ‘new business’.

Não entendem? Nós explicamos

Novo anúncio da Microsoft:

Artigo de Aarti Shah na PR Week.

Um bom exemplo do que as Relações Públicas podem oferecer num projecto de comunicação de marketing...é que quando a publicidade não é entendida são as relações públicas que esclarecem!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

As Agências de Comunicação e as Auto-estradas


Há uns meses li um artigo na 'Briefing' sobre agências de comunicação. Na altura, achei engraçada a forma como o jornalista André Macedo, na altura em funções no Diário Económico, via as agências : ' As agências de comunicação são como as auto-estradas, levam-nos mais rápido ao destino e não nos deixam ver a vista'.

Pensei, na altura, que esta comparação era inteligente e poderia ter incorporada alguma verdade já que:

1º Considero já não haver muitas dúvidas, de que o trabalho desenvolvido pelas agências de comunicação (falo das que considero mais profissionais), não só permite aos jornalistas obter uma maior rapidez nas respostas, como nalguns casos mais dificeis, a obtenção de respostas que, de outra forma, nunca lhes chegariam.

2º As respostas chegam aos jornalistas de uma forma estruturada e, nalguns casos, poderá não conter alguma da informação que estes pretenderiam. E isso é natural dado que a 'curiosidade' jornalistica nem sempre é proporcional á disponibilidade de informação dos nossos clientes.

Fiquei algo desapontada quando li, há uns dias, um post de André Macedo, no blogue de Luis Paixão Martins, a reconhecer que tinha errado quando efectuou esta comparação. E isto, depois de uma passagem relampago pela LPM.

Ainda assim desejo a melhor sorte para os futuros projectos jornalisticos de André Macedo

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Estratégia de Comunicação Olimpica

A mancha informativa criada com a participação da equipa portuguesa nos Jogos Olimpícos de Pequim é um excelente exemplo do 'desastre' causado pela falta de uma estratégia de comunicação eficiente e profissional.

No ano em que a Equipa Olimpica obteve resultados únicos na história da participação portuguesa no maior evento desportivo mundial, as referências recolhidas nos Órgão de Comunicação Social criaram um ambiente de antipatia com os atletas das quinas. E com razão. Fomos 'brindados' pelos atletas lusos com um sem número de comentários e justificações muito infelizes.
Convém no entanto assinalar que estes foram e são treinados para correr, nadar, saltar , lançar martelos... não para falar. E nestes casos convém, a qualquer delegação de um qualquer país civilizado, usufruir dos serviços de um profissional de comunicação que efectue a gestão de toda a comunicação de uma forma profissional.
Mas se calhar é pedir de mais, já que vivemos no país em que os Presidentes das federações desportivas visitam Pequim....em substituição dos treinadores.

PS.
Prestação Portuguesa nos JO 2008:

- uma medalha de ouro (a última obtivemo-la há 12 anos)
- Uma medalha de Prata ( nunca na história dos JO os portugueses trouxeram para casa um Ouro e uma Prata)

História das medalhas nos JO:

1984 (Los Angeles) - 3 medalhas - Carlos Lopes arrecada ouro. As duas outras medalhas obtidas eram de bronze
1988 - (Seul) 1 medalha - Rosa Mota foi a única atleta portuguesa medalhada
1996 - (Atlanta) 2 medalhas -Fernanda Ribeiro ganha o Ouro. Nessa edição obtivemos ainda uma medalha de Bronze.
2004 - (Atenas) - 3 medalhas - Francis Obikwelu (100m) e Sérgio Paulinho (ciclismo) ganham medalha de Prata. Nesta edição Portugal conquista ainda uma medalha de bronze.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Citações de Férias... (II)


Palavras sábias de mais um 'guru' do marketing:


“A publicidade tem tudo a seu favor, menos a credibilidade. As relações públicas não têm nada a favor, a não ser a credibilidade”.


Al Ries , Portugal, 2006

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Citações de Férias...

Mesmo em férias as RP's não me largam...


Aqui ficam algumas citações que considero serem importantes para o entendimento e credibilização da nossa actividade:

Philipe Kotler (um dos mais famosos 'gurus' do Marketing) – em 1955

‘…As Relações Públicas podem ter um forte impacto sobre a percepção do público, por um custo muito inferior ao da Publicidade. A empresa não paga o espaço ou tempo nos Media; paga para que uma equipa de relações públicas desenvolva e divulgue informações e produza e coordene eventos.
Se a empresa é protagonista de uma história interessante, essa história pode ser publicada por vários Meios de Comunicação Social e os resultados podem ter o mesmo efeito que uma campanha de publicidade de milhões de dólares. E teria mais credibilidade que a publicidade. Os resultados do trabalho de RP podem ser fantásticos…’

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A Comunicação do Presidente e as Minhas Férias


Confesso que preciso mesmo de ir para férias. De descansar o espírito.
Estou preocupada com o facto de, ontem, não ter entendido o motivo que levou o nosso PR a efectuar uma comunicação ao país.
Será a Silly Season? Não me parece.
Será que é a primeira vez que o nosso PR requere a fiscalização preventiva da constitucionalidade de um diploma proveniente da Assembleia de República e como tal pretende assinalar o facto? Não deve ser.
Será que o nosso PR já se cansou das férias? Hum, também não me parece.
Será que pretende mandar um recado ao Primeiro Ministro? Talvez. Mas então por que nos pôs a todos a ouvir uma conversa que de interessante só tinha 'as entrelinhas'...
Bom, vou para férias e não pretendo cansar mais esta cabecinha.
PS: Parabéns aos Assessores de Comunicação da Presidência da Republica




terça-feira, 29 de julho de 2008

10 boas razões para Comunicar

Numa altura em que se torna público o desconhecimento da utilidade da actuação das consultoras de Comunicação, deixo aqui o que considero serem dez boas razões para comunicar:
Aumentar a notoriedade positiva da sua empresa, produto ou serviço …
Obter a compreensão e lealdade dos seus principais públicos-alvo… o que só será possível se estes reconhecerem a sua empresa, a sua actividade, os seus produtos ou serviços e a sua postura perante o meio envolvente;
Posicionar correctamente a sua empresa, serviço ou produto potenciando os seus pontos fortes e desvalorizando os seus pontos fracos.
Promover uma imagem coerente entre o que a empresa comunica e o que a empresa é. A disfuncionalidade de imagem pode, a médio prazo, trazer-lhe graves prejuízos;
Passar de forma clara e detalhada as mensagens que pretende transmitir aos seus público-alvo para mais facilmente atingir os objectivos estratégicos pré-estabelecidos; As mensagens publicitárias não lhe permitem, a maior parte da vezes, transmitir as informações detalhadas que pode passar através das RP’s;
Diferenciar a sua empresa, produto ou serviço da concorrência;
Credibilizar o seu negócio… as empresas os serviços e produtos oferecem a mesma confiança que oferece a sua gestão e os seus accionistas;
Prevenir e preparar uma futura eventual crise… quando os jornalistas e o público já têm uma opinião positiva de uma empresa serviço ou produto, é mais fácil, em período de crise, justificar os acontecimentos que deram origem à crise e receber o seu apoio e compreensão;
Um bom Plano de RP’s enriquece o seu Plano de Marketing… e ajuda-o a atingir os objectivos de vendas;
10ª Todos os dias, as empresas comunicam, involuntariamente, de uma forma ou de outra. Este facto, leva a que a sua imagem seja a que o receptor cria através das mensagens que inconscientemente lhe e não a imagem que pretende transmitir. Pense nas vantagens que terá, se os receptores virem na sua empresa a imagem que pretende transmitir da mesma.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Hoje as Consultoras de Comunicação foram noticia!

Hoje as Consultoras de Comunicação foram noticia. E, desta vez, por bons motivos.
O jornal ‘Briefing’ e o blogue ‘Do Fundo da Comunicação’, do meu colega João Duarte, publicaram Dossiers Especiais de Comunicação.
Destaco no Briefing o artigo de Opinião de Salvador da Cunha que toca num ponto fulcral da imagem deste nosso mercado: a falta de percepção dos públicos sobre a actividade das Consultoras de Comunicação.
Considero mesmo que o desconhecimento da actividade é uma das principais razões para o nascimento da ‘onda’ de má imprensa de que alguns ‘players’ do mercado se têm vindo a queixar. Mas não é a única… Digamos que na origem desta onda se encontram ainda alguns outros substantivos como vaidade, alter ego e cruzada.
No Especial ‘Do Fundo da Comunicação’ gostei de ouvir as opiniões de Pedro Guerreiro, Director do Jornal de Negócios e de Álvaro Mendonça, Director do Oje, sobre a actividade das consultoras de Comunicação. Aconselho aos meus colegas de actividade que as ouçam e reflictam sobre as mesmas.

As agências de comunicação podem e devem ser o ‘braço direito’ das empresas!

As relações públicas são uma ferramenta de gestão indispensável ao desenvolvimento das empresas. Penso que este é hoje um dado adquirido pela gestão moderna.
O crescimento económico das empresas será beneficiado se for acompanhado por uma imagem de credibilidade e prestígio junto dos seus públicos-alvo e os problemas de imagem poderão encontrar nas relações públicas o agente chave da mudança. A disfunção entre a realidade da empresa e a sua imagem pública é perigosa e poderá criar danos difíceis e morosos de reparar, gerando a desconfiança e insatisfação dos públicos-alvo (accionistas, consumidores, colaboradores, parceiros de negócio, etc.).
Esta realidade, que não era entendida há uns anos atrás pelos responsáveis das empresas, está a mudar. Um inquérito sobre os factores mais importantes para qualificar uma companhia, realizado na Grã-Bretanha junto de gestores de empresas líderes, revelou dados interessantes: em três anos, o factor ‘performance financeira’ desceu 16 pontos percentuais enquanto os factores relacionados com a notoriedade e reputação das empresas cresceram 14.
Em Portugal, a situação não é diferente. Embora, infelizmente, não tenhamos disponíveis estudos eficazes sobre a matéria, diz-nos a experiência que a procura dos serviços de consultoria em comunicação empresarial é cada vez maior. E este crescimento não se revela só em quantidade como também em qualidade, designadamente na exigência de maior profissionalismo às agências.
O amadurecimento do mercado e a profissionalização das consultoras de relações públicas e comunicação leva, consequentemente, a um aumento da sua capacidade de resposta e à oferta de um serviço integrado de comunicação.
Ferramentas como gestão de crise, public affairs, comunicação interna ou formação de porta-vozes que, embora disponíveis, eram apanágio de apenas um pequeno grupo de empresas, começam hoje a assumir-se como uma prioridade para grande parte da comunidade empresarial. As relações públicas eram conotadas com a assessoria mediática, tomando-se a parte pelo todo, mas tem crescido a percepção por parte dos clientes de que se obtêm melhores resultados com o apoio de uma estratégia integrada de comunicação, capaz de potenciar todas as ferramentas disponíveis e de impactar todos os seus públicos-alvo.
As agências de comunicação podem e devem ser o ‘braço direito’ das empresas na gestão da sua comunicação e imagem, transferindo para o cliente as suas principais mais-valias: um serviço prestado por profissionais experientes e pro-activos, disponibilidade para acompanhamento personalizado, imparcialidade na análise das questões, soluções estratégicas para diferentes necessidades, resultados eficazes (não falo em kilogramas de notícias mas em impactar públicos-alvo e atingir objectivos pré-definidos)... e redução das preocupações e carga de trabalho dos clientes nesta matéria.