quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que mudou nos ultimos dois dias?

4 de Abril de 2011



6 de Abril de 2011



A mentira tem limites. Portugal não pode continuar a ficar refém de quem utiliza a informação e a falsidade a seu bel prazer.
A situação é muito grave. Há muitos meses. E, em cada um desses longos meses em que fomos acumulando dívida e pagando taxas de juros incomportáveis, torná-mo-nos a 'chacota' internacional.
Gostava que me respondessem o que mudou, nos últimos dois dias, para levar o Governo a mudar radicalmente de opinião relativamente ao pedido de ajuda externa.
Alguém vai ter de pagar por esta situação. E não pode ser só o contribuinte.
A situação portuguesa deve-se à incuria, ganância e incompetência de um grupo que se prepara, de forma descarada, para assaltar novamente o poder. Esta situação só é mesmo possível porque, hoje, Portugal é  um país cansado, desmotivado e apático. 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sinais dos tempos...

Conversa tida hoje de manhã com o meu filho:
- Vai à faculdade?
- Não mãe, há greve da CP.
- O que vai então fazer hoje?
- Vou à aula de condução. depois vou a uma entrevista para um trabalho.
- E depois?
- Depois venho para casa, para ver o Governo cair...

terça-feira, 15 de março de 2011

Bullying Sindical?

Depois de dois dias a receber imagens de grevistas a chantagear, insultar e agredir os colegas que 'furam' a greve, ganhei a percepção que nasceu um novo tipo de bullying no nosso país. O bullying sindical...Será impressão minha?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O novo 'lápis azul'

A Isabel Stilwell escreveu, no passado dia 17,  este editorial no Destak. Eu pensava que viviamos em democracia, num país livre em que cada um têm o direito à sua opinião. Mas parece que não. 

Numa altura em que, as ditaduras do norte de África caem à custa do sangue, suor e lágrimas dos jovens, em Portugal,  nasce o 'lápis azul'  dos tempos modernos.

Os rapazes e raparigas não gostam do que lêem e, vai daí, insultam criam movimentos e espaços de insulto numa tentativa de condicionar a opinião.
Pois é. Infelizmente esta nova geração não gosta de ser contrariada e,  pelos vistos,  não convive bem com a divergência de opinião.

Será que estamos a criar uma nova geração de ditadores?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Estudo da Burson-Marsteller: “II Comissão Barroso” com desempenho “abaixo da média”


A Burson-Marsteller, representada em Portugal pelo Grupo Lift, acaba de publicar um estudo que conclui que o primeiro ano da “II Comissão Barroso” apresentou um desempenho mais fraco que o do primeiro mandato.



62% dos entrevistados considera o desempenho global do primeiro ano da “II Comissão Barroso” “médio” ou “abaixo da média” (em relação ao primeiro mandato) e 18% “decepcionante”.


Apesar desta avaliação, 75% dos inquiridos afirma que o desempenho da “II Comissão Barroso” é “melhor” ou “igual” ao desempenho dos governos locais dos 27 estados membros.


Este estudo foi realizado junto de 412 decisores políticos que mantêm relações com a União Europeia e centrou-se na avaliação da Comissão Europeia, de Durão Barroso e dos 27 comissários europeus.


À semelhança da sua Comissão, também o desempenho de Durão Barroso foi classificado “médio” ou “abaixo da média” por 59% dos inquiridos, sendo que 43% considera que a “II Comissão Barroso” tem ainda espaço para melhorias até 2014, propondo a Barroso mais “visão e liderança” no comando desta Comissão.


As ONG’s e os estudantes são os dois grupos de entrevistados que apresentam uma opinião mais negativa acerca da “II Comissão Barroso”, considerando o seu desempenho como “decepcionante” e “abaixo da média”.


Como principais desafios à actual Comissão, os inquiridos apontam, em primeiro lugar, a necessidade de “criar crescimento e emprego”, enquanto o “financiamento futuro da UE” e a “crise bancária” ocupam o segundo e terceiro lugar, respectivamente.


Ao nível individual, Viviane Reding é a Comissária Europeia que apresenta a pontuação mais elevada pelo seu “desempenho global”, ocupando assim o primeiro lugar do ranking. Neelie Kroes surge em segundo lugar por ‘viver de acordo com os seus compromissos’. Outras performances consideradas “boas” pelos inquiridos são as de Joaquin Almunia, Janez Potocnik, Olli Rehn e Michel Barnier. A Vice-Presidente Catherine Asthon posicionou-se no final do ranking, com uma pontuação baixa.


Pode obter informações mais detalhadas aqui.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Os EUA no seu melhor






Será que engorda??

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Portugal não precisa de 'Tiriricas'!

Hoje, ao passar os olhos por este artigo e ao lembrar-me das mais recentes aparições televisivas do candidato Coelho, não pude deixar de me lembrar da famosa citação de Joseph de Maistre ‘Cada Povo tem o Governo que merece’. E, claro, de uma frase famosa no seio da minha familia, da autoria de uma velha cozinheira da minha bisavó, que reclamava da gula familiar da seguinte forma: ‘Isto é que são umas bestas mas mais besta é quem lhes dá’.

Os portugueses não são exigentes com os responsáveis dos destinos do país, nem o são na hora de escolhê-los.

Enquanto a população portuguesa não se tornar exigente continuaremos a trabalhar para pagar os desvarios de um grupo de ‘profissionais’ que mais não têm feito que esvaziar os cofres do Estado.

Gostam de diversão? A figura de um ‘Tiririca’ nacional diverte-os? Encontrem esse tipo de diversão no cinema, no teatro ou noutros locais próprios. Gostam de pessoas com preocupações sociais e que têm dado bom exemplo nesse campo? Colaborem nas suas acções, apoiem-nos na sua missão social.

Portugal precisa de bons politicos, eu diria mesmo de uma boa elite política mas para isso ser possível necessita de uma população exigente, participativa e dinâmica. A continuarmos nesta passividade…será pouco provável assistirmos a grandes mudanças no futuro.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Comportamentos obssessivo-compulsivos do Estado



'Olá, chamo-me Portugal e hoje não me endividei'
Miguel Coutinho, in Diário Económico

Eu ainda sou do tempo...

...em que os consultores de comunicação enviavam umas dezenas de press releases por dia, via fax;
...em que os resultados apresentados aos clientes eram avaliados ao quilo (de referências recolhidas na imprensa);
...em que os clientes não entendiam nada do que faziamos.

Felizmente, a actividade evoluiu e este quadro não passa de uma lembrança longínqua.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Power Balance: I'm sorry...'

Há alturas na vida das empresas e das marcas em que estas têm de admitir que erraram. Esta postura é entendida e valorizada pelos consumidores porque não lhe é estranha. Todos nós erramos e, se formos inteligentes, assumimos esse mesmo erro. É o passo necessário para a mudança.

Foi o que aconteceu, na Austrália, com a famosa marca de pulseiras 'Power Balance'.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

E quando 1 mais 1 é igual a 7 !


Sobre a criação do novíssimo Grupo Lift já o Salvador da Cunha falou aqui, aqui e aqui. Neste espaço gostava apenas de fazer uma retrospectiva da união da Frontpage com a Lift, que faz agora um ano.

Em Janeiro de 2010, depois de um processo negocial muito simples e rápido (já que quando se fala a mesma linguagem perde-se pouco tempo), o Salvador e eu chegámos à conclusão que a integração da Frontpage na Lift seria um negócio muito positivo para ambas as empresas. Na nossa contabilidade de resultados não nos chegava o 1+1=2. Não. Esta união resultaria, sem qualquer sombra de dúvida, num 1+1=3. Enganámo-nos. É que neste caso o 1+1=7.
Pessoalmente estou muito satisfeita. E estou muito satisfeita por dois motivos: primeiro, porque o Grupo Lift disponibiliza, actualmente, aos seus clientes uma oferta muito abrangente no que se refere a ferramentas de Marketing inspiradas em Relações Públicas; e em segundo lugar porque cada uma destas empresas dispõe de alguns dos melhores profissionais da sua área de especialização.


Apesar do contexto geral de crise da economia portuguesa posso dizer que sou uma privilegiada. É que inicio 2011 muito optimista!





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

25 blogues de RP's a não perder de vista!


Inicio o novo ano com a recomendação de vinte e cinco blogues internacionais de RP's que devemos seguir. A recomendação é da PR Wire. Eu assino-a por baixo.
Espero que vos seja útil.

Bom ano a todos!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Há que Ensinar a Ensitel...

Apesar de estar a gozar um ‘merecido’ descanso, não pude deixar de o interromper para vir comentar o mais recente caso dos media sociais: # ENSITEL.

Este caso constituirá, no futuro, um verdadeiro ‘case study’ do que não fazer numa gestão de crise. As empresas têm que entender que as crises podem constituir oportunidades de reforçar a sua boa reputação. Mas para isso têm de ser bem geridas. E mesmo assim, têm uma janela de oportunidade com um prazo de validade curto.

Será ainda um alerta para as empresas. Nos Media Sociais só devem estar as empresas que podem e não as que querem. A história do ‘tenho um sobrinho, ou um filho que percebe muito do facebook e do Twitter’ é muito perigosa. Há que entender a realidade das PR’s 2.0, respeitar os códigos de conduta das próprias redes e prosseguir uma estratégia séria e coerente.

Como Consultora de Comunicação confesso que me deprime assistir à auto-destruição de uma marca por incompetência comunicacional grave.

Já geri crises complicadas que envolviam mortos, perigo para a saúde pública e outras consequências muito graves. As marcas/empresas não saíram beliscadas pelo facto de terem assumido uma posição responsável, justa e coerente.

Atirar ao charco a reputação da ENSITEL porque a empresa não pediu desculpa a uma cliente que reclamou ou porque quem a gere considera que a comunicação é controlável, pela força, parece-me criminoso. E o silêncio…numa situação descontrolada como esta é letal.










quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Equivocos do Natal no séc.XXI

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O jornalismo nos 'sixties'

Para falarmos da evolução do jornalismo português nos anos 60 teremos que começar por enquadrá-la com o ambiente social e politico que se vivia na época.

Portugal assistiu, nesta década, ao inicio da guerra colonial, ao aumento substancial da emigração, às crises estudantis, à influência externa da cultura norte-americana, nomeadamente através da música e do cinema e aos movimentos migratórios das zonas rurais para as cidades. Foi essencialmente uma época de grandes mudanças sociais e de criação de novas mentalidades. E, se os Meios de Comunicação Social contribuíram de alguma forma para esta evolução, também eles foram alvo de algumas mudanças que lhes permitiram conquistar uma identidade e alguma da influência social que caracteriza o jornalismo actual…mesmo convivendo com um regime político que utilizava a censura como ferramenta de manipulação do poder.

E quais as causas dessa evolução?

Surgem nos Media novos protagonistas que disponibilizam uma maior abertura à modernização, nomeadamente, Ruella Ramos, no Diário de Lisboa e Francisco Pinto Balsemão, no Diário Popular. É refundada a Capital.

No plano tecnológico, a década de 60 traz boas ‘notícias’ aos jornalistas que passam a ver o seu trabalho facilitado com o uso generalizado - pasme-se – do gravador portátil, da máquina de escrever e do telex. Os principais diários passam a dispor de frotas de automóveis utilizadas na distribuição de jornais mas também no apoio às saídas em reportagem. Introduz-se nesta época a composição a frio e o ‘offset’.

Por outro lado, a década de sessenta traz uma progressiva alteração na composição social das redacções que passam a integrar jovens jornalistas, licenciados ou com frequência universitária e, a pouco e pouco, mulheres.

Não sei se foram as licenciaturas ou as mulheres, o que é certo é que o jornalismo português é alvo de um ‘arejamento’ e ganha uma nova geração de profissionais, que desenvolve um jornalismo menos burocrático, mais criativo e moderno, quer em termos de linguagem, quer em termos de temáticas ou ângulos de abordagem.

Os novos jornalistas viam-se cada vez menos como “escritores de jornais”, ou boémios “desenrascados” que acumulavam esta com outras profissões. A entrevista e a reportagem ganham assim protagonismo face ao artigo, o que contribuiu para separar as águas entre os “escritores de jornal” e os jornalistas profissionais. Poder-se-á afirmar que esta nova geração desenvolve um estilo muito próximo do modelo do “novo jornalismo” norte-americano.

Em termos políticos assiste-se a uma contestação crescente dos ‘novos’ jornalistas à subserviência ao regime e à censura que alinha claramente com a evolução das correntes de opinião pública.

A evolução do jornalismo, nos anos sessenta, foi o ponto de partida de um caminho difícil que permitiu que os jornalistas portugueses tenham chegado a 1974 com a consciência, e também com o orgulho, de constituírem uma classe profissional autónoma, cada vez melhor formada e mais profissional.

A história do jornalismo nesta década mostra-nos o romantismo de uma profissão que não devia ser menos do que uma missão. Uma missão de apoio à verdade e à liberdade. É uma bonita história que nos ensina que é possível lutar por ideais mesmo em condições adversas. Um bom exemplo para as novas gerações de jornalistas!