sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Portugal não precisa de 'Tiriricas'!

Hoje, ao passar os olhos por este artigo e ao lembrar-me das mais recentes aparições televisivas do candidato Coelho, não pude deixar de me lembrar da famosa citação de Joseph de Maistre ‘Cada Povo tem o Governo que merece’. E, claro, de uma frase famosa no seio da minha familia, da autoria de uma velha cozinheira da minha bisavó, que reclamava da gula familiar da seguinte forma: ‘Isto é que são umas bestas mas mais besta é quem lhes dá’.

Os portugueses não são exigentes com os responsáveis dos destinos do país, nem o são na hora de escolhê-los.

Enquanto a população portuguesa não se tornar exigente continuaremos a trabalhar para pagar os desvarios de um grupo de ‘profissionais’ que mais não têm feito que esvaziar os cofres do Estado.

Gostam de diversão? A figura de um ‘Tiririca’ nacional diverte-os? Encontrem esse tipo de diversão no cinema, no teatro ou noutros locais próprios. Gostam de pessoas com preocupações sociais e que têm dado bom exemplo nesse campo? Colaborem nas suas acções, apoiem-nos na sua missão social.

Portugal precisa de bons politicos, eu diria mesmo de uma boa elite política mas para isso ser possível necessita de uma população exigente, participativa e dinâmica. A continuarmos nesta passividade…será pouco provável assistirmos a grandes mudanças no futuro.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Comportamentos obssessivo-compulsivos do Estado



'Olá, chamo-me Portugal e hoje não me endividei'
Miguel Coutinho, in Diário Económico

Eu ainda sou do tempo...

...em que os consultores de comunicação enviavam umas dezenas de press releases por dia, via fax;
...em que os resultados apresentados aos clientes eram avaliados ao quilo (de referências recolhidas na imprensa);
...em que os clientes não entendiam nada do que faziamos.

Felizmente, a actividade evoluiu e este quadro não passa de uma lembrança longínqua.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Power Balance: I'm sorry...'

Há alturas na vida das empresas e das marcas em que estas têm de admitir que erraram. Esta postura é entendida e valorizada pelos consumidores porque não lhe é estranha. Todos nós erramos e, se formos inteligentes, assumimos esse mesmo erro. É o passo necessário para a mudança.

Foi o que aconteceu, na Austrália, com a famosa marca de pulseiras 'Power Balance'.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

E quando 1 mais 1 é igual a 7 !


Sobre a criação do novíssimo Grupo Lift já o Salvador da Cunha falou aqui, aqui e aqui. Neste espaço gostava apenas de fazer uma retrospectiva da união da Frontpage com a Lift, que faz agora um ano.

Em Janeiro de 2010, depois de um processo negocial muito simples e rápido (já que quando se fala a mesma linguagem perde-se pouco tempo), o Salvador e eu chegámos à conclusão que a integração da Frontpage na Lift seria um negócio muito positivo para ambas as empresas. Na nossa contabilidade de resultados não nos chegava o 1+1=2. Não. Esta união resultaria, sem qualquer sombra de dúvida, num 1+1=3. Enganámo-nos. É que neste caso o 1+1=7.
Pessoalmente estou muito satisfeita. E estou muito satisfeita por dois motivos: primeiro, porque o Grupo Lift disponibiliza, actualmente, aos seus clientes uma oferta muito abrangente no que se refere a ferramentas de Marketing inspiradas em Relações Públicas; e em segundo lugar porque cada uma destas empresas dispõe de alguns dos melhores profissionais da sua área de especialização.


Apesar do contexto geral de crise da economia portuguesa posso dizer que sou uma privilegiada. É que inicio 2011 muito optimista!





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

25 blogues de RP's a não perder de vista!


Inicio o novo ano com a recomendação de vinte e cinco blogues internacionais de RP's que devemos seguir. A recomendação é da PR Wire. Eu assino-a por baixo.
Espero que vos seja útil.

Bom ano a todos!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Há que Ensinar a Ensitel...

Apesar de estar a gozar um ‘merecido’ descanso, não pude deixar de o interromper para vir comentar o mais recente caso dos media sociais: # ENSITEL.

Este caso constituirá, no futuro, um verdadeiro ‘case study’ do que não fazer numa gestão de crise. As empresas têm que entender que as crises podem constituir oportunidades de reforçar a sua boa reputação. Mas para isso têm de ser bem geridas. E mesmo assim, têm uma janela de oportunidade com um prazo de validade curto.

Será ainda um alerta para as empresas. Nos Media Sociais só devem estar as empresas que podem e não as que querem. A história do ‘tenho um sobrinho, ou um filho que percebe muito do facebook e do Twitter’ é muito perigosa. Há que entender a realidade das PR’s 2.0, respeitar os códigos de conduta das próprias redes e prosseguir uma estratégia séria e coerente.

Como Consultora de Comunicação confesso que me deprime assistir à auto-destruição de uma marca por incompetência comunicacional grave.

Já geri crises complicadas que envolviam mortos, perigo para a saúde pública e outras consequências muito graves. As marcas/empresas não saíram beliscadas pelo facto de terem assumido uma posição responsável, justa e coerente.

Atirar ao charco a reputação da ENSITEL porque a empresa não pediu desculpa a uma cliente que reclamou ou porque quem a gere considera que a comunicação é controlável, pela força, parece-me criminoso. E o silêncio…numa situação descontrolada como esta é letal.










quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Equivocos do Natal no séc.XXI

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O jornalismo nos 'sixties'

Para falarmos da evolução do jornalismo português nos anos 60 teremos que começar por enquadrá-la com o ambiente social e politico que se vivia na época.

Portugal assistiu, nesta década, ao inicio da guerra colonial, ao aumento substancial da emigração, às crises estudantis, à influência externa da cultura norte-americana, nomeadamente através da música e do cinema e aos movimentos migratórios das zonas rurais para as cidades. Foi essencialmente uma época de grandes mudanças sociais e de criação de novas mentalidades. E, se os Meios de Comunicação Social contribuíram de alguma forma para esta evolução, também eles foram alvo de algumas mudanças que lhes permitiram conquistar uma identidade e alguma da influência social que caracteriza o jornalismo actual…mesmo convivendo com um regime político que utilizava a censura como ferramenta de manipulação do poder.

E quais as causas dessa evolução?

Surgem nos Media novos protagonistas que disponibilizam uma maior abertura à modernização, nomeadamente, Ruella Ramos, no Diário de Lisboa e Francisco Pinto Balsemão, no Diário Popular. É refundada a Capital.

No plano tecnológico, a década de 60 traz boas ‘notícias’ aos jornalistas que passam a ver o seu trabalho facilitado com o uso generalizado - pasme-se – do gravador portátil, da máquina de escrever e do telex. Os principais diários passam a dispor de frotas de automóveis utilizadas na distribuição de jornais mas também no apoio às saídas em reportagem. Introduz-se nesta época a composição a frio e o ‘offset’.

Por outro lado, a década de sessenta traz uma progressiva alteração na composição social das redacções que passam a integrar jovens jornalistas, licenciados ou com frequência universitária e, a pouco e pouco, mulheres.

Não sei se foram as licenciaturas ou as mulheres, o que é certo é que o jornalismo português é alvo de um ‘arejamento’ e ganha uma nova geração de profissionais, que desenvolve um jornalismo menos burocrático, mais criativo e moderno, quer em termos de linguagem, quer em termos de temáticas ou ângulos de abordagem.

Os novos jornalistas viam-se cada vez menos como “escritores de jornais”, ou boémios “desenrascados” que acumulavam esta com outras profissões. A entrevista e a reportagem ganham assim protagonismo face ao artigo, o que contribuiu para separar as águas entre os “escritores de jornal” e os jornalistas profissionais. Poder-se-á afirmar que esta nova geração desenvolve um estilo muito próximo do modelo do “novo jornalismo” norte-americano.

Em termos políticos assiste-se a uma contestação crescente dos ‘novos’ jornalistas à subserviência ao regime e à censura que alinha claramente com a evolução das correntes de opinião pública.

A evolução do jornalismo, nos anos sessenta, foi o ponto de partida de um caminho difícil que permitiu que os jornalistas portugueses tenham chegado a 1974 com a consciência, e também com o orgulho, de constituírem uma classe profissional autónoma, cada vez melhor formada e mais profissional.

A história do jornalismo nesta década mostra-nos o romantismo de uma profissão que não devia ser menos do que uma missão. Uma missão de apoio à verdade e à liberdade. É uma bonita história que nos ensina que é possível lutar por ideais mesmo em condições adversas. Um bom exemplo para as novas gerações de jornalistas!


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Negócios de VIP's...só à minha maneira!



A reportagem do jornalista Paulo Salvador sobre o negócio das figuras públicas foi ontem para o ar na TVI e retrata este mercado em crescimento. Pecou por ter insistido nas trivialidades e por não ouvir os que, de forma profissional, contribuem semanalmente para a criação de novos conteúdos nas revistas de ‘lifestye’ e de TV: as consultoras de comunicação. Entrevistam apenas o José Manuel Costa, do Grupo GCI, a quem dão pouco destaque.

Eu diria que este mercado é constituído por dois tipos de players: os profissionais e os que, ao fim de algumas festas, resolvem montar um ‘estaminé’ e oferecer os seus serviços a pequenas empresas que lutam desesperadamente por notoriedade. É assim hoje e sempre será…

O que revela a grande diferença na actuação destes dois tipos de players é a estratégia. Os consultores de comunicação só desenvolvem este tipo de eventos integrados numa estratégia que lhes permitirá atingir os objectivos de notoriedade de uma empresa ou marca. E, mesmo assim, o evento só será um sucesso se transmitir mensagens e um posicionamento.
Parece-me portanto estranha a dita procura de mercado por personagens como, por exemplo, José Castelo Branco. Não tenho dúvida que ele chama a imprensa, mas a sua imagem prejudicaria a reputação da quase totalidade dos meus clientes e, acredito, potenciais clientes.
Os consultores de comunicação não podem, nem querem, obter cobertura jornalística a todo o custo. Os eventos devem ser pensados de acordo com as mensagens e posicionamento a passar, o conceito do evento deve ter em conta o interesse editorial dos meios de ‘lifestyle’ e as figuras públicas devem encaixar bem com a filosofia da empresa ou marca.
Teria muito mais a dizer sobre paparazzis combinados, sobre criação e construção de figuras públicas ou seriedade no mundo das celebridades mas isso... fica para outras núpcias.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O 'negócio ' das figuras públicas

'Os "VIP", as celebridades, não são apenas figuras decorativas de um mundo de futilidades. À sua volta movem-se milhões de euros e muitos postos de trabalho. É um mundo de ilusões, mentiras, negócios e segredos. "Portugal VIP" é uma viagem ao mundo dos famosos e às indústrias que deles se alimentam'.


Este é o texto de auto-promoção da reportagem que vai para o ar, esta noite, no Jornal Nacional da TVI .
Como há largos anos que lido profissionalmente com este 'mundo' e tenho uma opinião própria sobre o tema, estou com alguma curiosidade em assistir ao trabalho do jornalista Paulo Salvador.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vou fazer greve. Pagas?




O Estado caótico das finanças públicas portuguesas é um facto. O regime de austeridade que agora inicia é uma fatalidade com a qual teremos que viver nos próximos anos.
Quais serão então os dividendos desta greve? O que conseguirão os sindicatos? Nada.

Esta greve vai ter um custo e seremos, mais uma vez,  nós, os que produzimos, a pagá-lo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

E quando o sucesso depende da solução mais óbvia?

No 20º Congresso das Comunicações que se realizou a semana passada, em Lisboa, sob o tema - Restart Novos Desafios, Novas soluções - assisti, entre outras, a uma interessante apresentação do Managing Director da Cisco, que apelava a que os profissionais das comunicações pensassem ‘out of the box’. Esse seu desejo era ilustrado com um bem-humorado vídeo que vos deixo aqui.


Hoje, ao revê-lo, não pude deixar de constatar que ele apresenta uma mensagem ainda mais importante para os profissionais da comunicação (e não, das Comunicações) que é a seguinte:
O sucesso das acções que desenvolvemos depende, quase invariavelmente, do óbvio.

E quem disse que é fácil chegar ao óbvio?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Harry Potter ou Politica?

A propósito da estreia mundial de 'Harry Potter e as Reliquias da Morte' um jornalista da Vanity Fair foi testar os conhecimentos politicos dos norte-americanos. O jornalista referia um nome e os entrevistados teriam apenas que responder se este correspondia a um personagem de Harry Potter ou a um politico. O resultado foi o que verão no vídeo. Uma desgraça...

Num momento em que a nossa governação envergonha-me fico a pensar se não seria muito mais feliz se vivesse na santa ignorância...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Frontpage na 'short list' dos European Excellence Awards

A Frontpage integra a short list de agências nomeadas para os European Excellence Awards com o projecto de comunicação de lançamento das Termas do Estoril. Boas notícias!